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… são os que se referem a qualquer recuperação. Recuperar-se é um processo lento e contínuo, em específico quando o ser que se recupera não lembra da última vez em que teve certeza de que estava bem.

Ninguém é parabenizado por pôr-se de pé outra vez. Não existem pódios de chegada aos que voltam à estaca zero.

Recomeçar não é fácil, não é agradável e nem sempre é promissor. Recomeçar remete a reinterar uma tarefa que, de tão exaustiva, não foi concluída na última tentativa.

E sozinha tudo anda mais devagar.

Mas não é bom contar com outras pessoas. “Apegue-se apenas as metas, não às coisas ou às pessoas.” Talvez eu tenha dito para mim mesma.

“Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results.”
Albert Einstein

E quanto às pessoas?

Elas seguem e é melhor pra você que você siga também.

 

 

 

PS: Mas nada mais importa porque o Haddad não é mais ministro da Educação

 

E que venha o ENEM, o Sisu e outras maldições.

Já ouvi muito não. Muito “não dessa vez, tente mais”. Muito “você não conseguirá”.

E depois de ouvir muitos, muitos “não’s”, vieram SIM’s de onde não se esperava.

Mesmo tendo ouvido muito não nessa vida, dizê-los dói.

“Mas não é medicina.”

“Porque a vida é muito curta para se fazer o que não se quer, para satisfazer as outras pessoas.”

 

Obs: Apaguei a nota no paint sim, por que? hahahahaha Brimks, é pra evitar mal-olhado (tipo meu pai olhando feio porque achou que a nota era maior)

…the only end.

Acabou, pessoas cretinas. O ano mais confuso, mais difuso and more de todos. Que 2011 nos dê sossego nessas últimas 6h54min de existência.

Já vai tarde, rs.

Imagine você

… que existe, dentre os detritos e atritos de uma instituição pública qualquer, pessoas que acreditam no lugar onde trabalham. Poucas, é bem verdade, mas existem. Os que a defendem, como defenderiam uma empresa, um time ou uma religião. Ou uma cor, um perfume.

Como quem defende algo.

Imagine ainda que conheço de longe uma dessas pessoas, uma senhora, e que pra dizer bem a verdade, não faço ideia do que ela faz naquele lugar. Ela poderia ser a melhor em lugares bem melhores do que em uma triste instituição semi-falida, mas não. Ao que tudo indica, ela se conforma com seu perfeccionismo pungente, aflitivo e constante em um lugar onde o caos impera.

Pensei a início que fosse comodismo. Tanto tempo em terras tão inférteis…

Não é comodismo. Ainda há brilho onde eu sei que houveram sonhos. Ainda há vigor.

Talvez estivesse esse tempo todo esperando ser reconhecida, identificada, gratificada por fazer da melhor forma aquilo que todos os outros fazem de qualquer jeito.

Talvez sofresse em silêncio uma inconformação implacável.

E hoje, como quem conversa coisas banais e reclama de coisas banais, eu olhei no fundo dos seus olhos e perguntei, como quem exclama uma indignação que não me pertence:

-O que você tá fazendo aqui?

A resposta foi interrompida pelo tempo e espaço. Mas creio que não havia uma resposta mais concreta do que a que ouvi:

- É um carma.

“Yo no creo en brujas, pero que las hay… las hay.”

Faz, na noite mariliense, um calor tremendo. Enquanto isso, eu, de férias criadas do cursinho, resolvi arrumar umas coisas.

Já faz um tempo desde que li o post da Bruna Latrônico sobre os álbuns de fotografia.

E eu descobri que jogo fora as coisas antigas que estão em meu poder para não me encher de lembranças. Cartões, cartas, letras de músicas, “coisas velhas”.

É meio que um desapego forçado.

E aí eu vi que estava com duas ou três fotos de infância em meu quarto e fui guardá-las em seus devidos álbuns, no quarto da minha vó.

E eu não resisto às fotos. Fucei todos os álbuns.

“Nossa, eu era gordinha. Essa senhora não era louca. Ele era vivo…”.

E sentada na cama da minha avó, rodeada por álbuns, relembro o que a Bruna disse no post: Nossos filhos não encontrarão fotos no fundo de uma gaveta no quarto e nem sentirão aquele misto de pudor e saudades olhando fotos que não foram “posadas” nem “ensaiadas”. Fotos com parte do dedo do fotógrafo aparecendo e com o Sol fazendo reflexo.

Eles, que ainda nem existem, mal poderão imaginar o que estarão perdendo.

 

Essa fica na penteadeira da minha vó. Eu tinha uns 6 anos...

 

Eu e meu avô. Uns 4 anos...

 

Creio eu que não produzimos mais boas lembranças.

 

 

…I’ll cry if I want to.

 

 

Um dos motivos pelo qual eu não confio em aniversários. E acredito em inferno astral.

 

 

E a faNema tá logo aí…

 

You would cry too if it’s happened to you…

 

(mais um daqueles post’s em que eu não escrevo porra nenhuma, mas estava muito querendo postar).

Coragem é…

Não tenho nenhuma coragem, mas procedo como se a tivesse, o que talvez venha dar ao mesmo.
(Gustave Flaubert)

 

 

 

Negativas

Não há fome, não há cansaço, não há dor.

Os dias são curtos e as noites são longas. Estas, em claro, quase sempre.

A tensão é palpável. A competitividade, óbvia.

O comer vira abastecer e o dormir, recarregar.

Tudo bem insalubre: Seja por fora, seja por dentro.

Os risos se tornam doentios e os silêncios, perturbadores.

Uma menção, uma cobrança da mais sutil pode ser “A Borboleta do Caos”

Nos ponteiros dos relógios, apenas movimentos circulares. As horas apenas passam.

There’s no hope.

 

 

 

Um adendo:

Se você é positivista, meus parabéns. Existem outras 54 publicações nas quais você pode exprimir sua visão otimista e de bem com a vida, mas nessa não. Ora, também não quero que você seja pessimista como essa publicação ou que tenha mais pensamentos assim. Por que eu escrevi? Para tirar de mim. Vai passar.

 

 

Outro adendo:

Resta alguma dúvida de que estou falando da proximidade do ENEM  vestibular?

 

“More than this

Whatever it is

Baby, I hate days like this” [2]

Talvez chova.

Domingo primaveril, chove timidamente em Marília. Agora são quase duas da tarde.

Fez calor e depois fez frio. E ainda duvidam que a temperatura influi no temperamento humano. Acordei e fiz cooper com meu pai enquanto estava Sol. Agora que chove não quero nem mesmo me levantar para colocar um casaco e me proteger do vento que entra por baixo da porta.

Talvez eu não goste tanto assim da chuva.

Talvez eu não goste tanto assim do dia de hoje, que comemora (ou lamenta) um sábado igualmente chuvoso e igualmente confuso há 365 dias atrás.

Talvez eu não saiba do que goste e eu não seja decidida, apenas teimosa. E talvez eu tenha um orgulho bem “incabível”.

Talvez sim, talvez não. Talvez talvez.

Só sei que nadar sei, rs.

E o Enem taí, a Unesp taí, a Famema (aquela maledeta que fará prova no meio de novembro) taí. E eu tenho 3872389113 mols de exercícios e muito tempo disponível ~agora~ para fazê-los. Mas sei lá…

“More than this

Whatever it is

Baby, I hate days like this”

O início da primavera.

Choveu.

Não daqueles dilúvios avassaladores do verão, que derrubam o calor em um tapa. Daquelas chuvinhas como-quem-não-quer-chamar-a-atenção, mas que trazem consigo aquele frio de dias vazios. Fruto de região litorânea, acostumei-me com chuvas constantes, com o chover fininho que se estendia por semanas e meses. Muitos dos resfriados de infância foram adquiridos de ficar sentada no chão próxima a porta de vidro, molhando os dedos na chuva.

No planalto não chove. Faz frio, um vento que mergulha na alma e inquieta. Um frio que não aquece nem com todo o chá disponível.

Mas hoje choveu. Mais por dentro do que por fora, provavelmente. E não fez frio, embora ventasse muito e a janela de vidro da sala de aula assoviasse sinistramente a noite .

O planalto tem flores, é verdade. Os ipês, tão comuns (quase banais de tão comuns). São lindos, do florescer até o cobrir do chão em tapetes. Não me lembro de ipês no litoral.

Os animados gostam do verão, os melancólicos gostam de outono (além das grifes com suas malditas coleções em tons de ameixa e chocolate nas coleções “outono-inverno”) e todos os outros gostam do inverno. Eu gosto da primavera.

É tempo de florescer, de renascer dentre os sedimentos de outras estações. É tempo das últimas mudanças.

Sim, é tempo de mudanças. Não que elas não aconteçam o tempo todo, todos os dias, no inverter o trajeto de casa ao ponto de ônibus ou no arrumar do armário. Mas se houvesse um tempo exato para as maiores mudanças acontecerem, seria este.

O calor virá, os dias serão claros e as manhãs, perfumadas e ligeiramente barulhentas. É tempo de guardar os edredons e, se as alterações climáticas do aquecimento global permitirem, guardar os casacos no armário de novo.

Que chova infindamente e irrigue os corações.

Floresçamos.

“Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.

A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.

A primavera só pode ser o que é porque o outono a embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assobios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que, mais tarde, serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.

São as estações do tempo. São as estações da vida.

Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos fazem abraçar o silêncio das sombras…

Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras…

Floresçamos.”

Padre Fábio de Melo

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