“E as pessoas que ficam muito ou pouco tempo em nossas vidas são como bancos e em cada banco podemos ter saldos, débitos, créditos, empréstimos e dívidas.

E com cada pessoa temos amizade, raiva, cortesias, favores e deveres.

No banco podemos ir a qualquer hora e saldar nossas dívidas.

Entretanto, nem sempre a vida nos dá a chance de quitar nossas dívidas com as pessoas e elas são tiradas de nós sem que possamos pagar o que devemos, agradecer grandes favores ou simplesmente dizer que elas tem saldo ilimitado em nossas  contas, podendo contar conosco para o que precisar.

Mantenha suas contas em dia.” (07/08/2009)

 Meu avô, quantas saudades.

(09/08/2009)

O texto entre aspas foi escrito por uma garota por volta dos seus 17 anos que antes sonhava em ser geriatra e que nesse dia viu seu avô no hospital pela última vez (e sabia que era a última vez) uma semana após um AVC.

Há dois anos atrás eu soube que amar medicina nem sempre é bom; nem sempre é vantajoso: Talvez a menina de 17 anos não quisesse ser a única em casa que sabia identificar um AVC. Não no padrinho, avô, segundo pai…

E que esse dia (tão corrido que o post foi escrito no final de semana para ser postado automaticamente) renove apenas as saudades na menina que hoje beira os 20 anos e não sonha mais com a geriatria. Os pesadelos, na verdade, são outros.

Do texto, o que eu quero que seja lido: Se você ama, demonstre. Se você odeia, talvez isso faça mal apenas pra você. De qualquer forma, o tempo é curto demais para as coisas ficarem subentendidas entre seres que conversam no mesmo idioma, e eu falo de qualquer conjunto de humanos (parentes, amigos de serviço, casais).

Não fique por dizer. Pense antes, mas não pense o suficiente para se calar.

O que eu fiquei por dizer ao meu avô?

– Obrigada. Por tudo.

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