Category: Reflexões


Ciclos

Porque tudo nessa vida bandida é compreendido em ciclos: A infância é um ciclo, a escola é um ciclo, o trabalho, a faculdade, a família antes de você sair da casa dos seus pais, aquele curso de informática, a Lua e tudo mais. Ciclos.

Estar no meio de um ciclo envolve uma estabilidade: enquanto está exercendo seu papel, não precisa pensar no próximo ciclo a se envolver.

Estar fora de um ciclo significa necessariamente estar “solto” e alheio. Instável como um átomo de qualquer coisa que não é um “gás nobre” e não está em nenhuma ligação atômica.

Não, eu definitivamente não sou um gás nobre, não estou numa ligação covalente, iônica ou dativa.

Perdida no nevoeiro da minha própria nuvem eletrônica.

Aposto que esse blog era mais interessante quando eu falava das aventuras do cursinho, rs. Coisas pertencentes há um ciclo anterior…

P.S.: Alguém pode me explicar porque caralhos é tão difícil ter ânimo para estudar em casa depois do trabalho?

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Onisciência da morte

Hoje eu devia ter acordado umas 7:45, pra começar a estudar às 8h. Não foi o que meu sono permitiu, mas umas 9h alguém bateu à porta do meu quarto:

– Pode entrar.

(meu irmão) – Telefone pra você.

(eu e minha inegável voz de sono)– Alô? Oi Jéssica, tudo bom?

– Carol, tenho uma má notícia. Morreu aquele escritor que você gosta, o Saramago.

– Nossa, sério? Nossa… quando, você sabe?

– Ah… não tenho certeza, mas acho que foi hoje de manhã.

– Bom, vou ver isso na internet. Caramba, tanta gente pra morrer né? Enfim… obrigada, Jé.

***

Não sei como explicar, mas meu pai me ensinou a quando alguém te der uma informação, pensar no que levou essa pessoa a te dar tal informação. E eu levo isso aos livros também, o que leva uma pessoa a escrever numa ficção a história de um lugar onde as pessoas não morreriam mais? Ou escrever sobre uma cegueira que faria todos os homens, independente de cor, gênero e classe, se encontrarem na mesma situação caótica? Ou ainda escrever um evangelho do ponto de vista humano de Jesus? (esse eu não li, ainda estou me devendo esse livro).

Lembro que custei a me acostumar com a escrita dele. Diálogos que apareciam sem se anunciar, após uma vírgula e uma letra maiúscula. Me parecia insano, até entender que era mais que um estilo de escrita tratava-se de algo como um estilo de exposição do pensamento, ou algo mais complexo que eu e minha leve carga literária não saberia definir. Mas depois que peguei o ritmo a leitura se tornou algo contínuo, de uma sequencia diferente de todas as obras que eu já tinha lido.

Gostaria de deixar nesse post meus agradecimentos ao Bento, que primeiro me indicou a leitura de Saramago e me emprestou o “Intermitências da Morte” (assim como a já citada em outras ocasiões, Bruna Motta, que me emprestou o “Ensaio sobre a cegueira”). Sim amigos, me emprestem livros, eu sou legal e os devolvo, podem perguntar

Bom, esse post já cumpriu suas funções: Atualizar o blog decentemente mostrando que eu não abandonei o mesmo e dizer que de fato – quanto a morte de Saramago – morre o homem, fica a obra.

Nuvens

Observações iniciais: Coloquei a ‘música tema’ do post depois do *Mais* (aquele link no finalzinho do post)  pra tirar ela da frente do blog, à pedidos de pessoas que, infelizmente, não tem o mesmo gosto musical que eu. Pronto, Bruna Motta, já tirei!

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Andando pelo centro da cidade às cinco da tarde. Muita fumaça, pessoas apressadas, carros, muitos carros. No céu, a contra-gosto da poluição visual e sonora que me envolvia, um céu extremamente azul, com nuvens de uma textura diferente de outros lugares que conheci.

Lembro de quando ainda tinha nos olhos o brilho dos doze anos e que viajava pra Marília no maior dos entusiasmos. Pra mim, as nuvens do litoral eram de uma textura aguada e me animava em deitar na grama perto da casa da minha tia e ver imagens naquela nuvens tão macias do interior.

Mas tem ainda uma coisa na cidade, as cinco da tarde, que por acaso me agrada.

O Sol.

Sim, aquele Sol tão antipático ao meio dia e tão ignorado às 7 da manhã. Às cinco da tarde, já cansado de iluminar essa humanidade ingrata, ele apenas pousa nas peles que caminham na rua, sem se importar mais se as aquecerá ou as incomodará. É nesse momento, quando um raio singelo salta de trás das nuvens macias e bate no meu rosto, que me sinto como uma planta criada no escuro, que resolveu esticar seus ramos pela fresta na janela e pensa no quão distante tem se posto do Sol.

Ainda caminhando pela rua, baixo os olhos do céu.  Virando da Avenida Nove de Julho para a Sampaio Vidal, vejo muitas cores. Infinitos tons de cinza, é verdade. Mas o cinza que vejo não está todo fora. Vem de dentro.

Não tenho mais nos olhos o brilho dos doze anos. Por mais que minha curiosidade se aguce e que meu semblante se adoce com um sorriso, as cores em mim se dissiparam.

Estou cinza.

“Sento no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.”

A Flor e a Náusea – Carlos Drummond de Andrade

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

Quase – Luís Fernando Veríssimo (na verdade, de Sarah Westphal Batista da Silva)

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É essa minha meta para 2010. Ok, já estamos em meados de abril, demorou pra eu organizar uma meta. Na verdade, já tinha dois milhões delas, umas mais importantes (Medicina, oi?) outras nem tanto. Mas ontem ouvi algo que me fez pensar: Será que nós não perdemos o medo porque temos medo de perder o medo?

O medo atrapalha, ajuda ou apenas existe, podendo fazer ambas as coisas se for bem ou mal colocado. É confuso, eu sei, mas pense… Ninguém desenvolve medo do nada, se você está com medo de algo, é porque acha que o medo pode te proteger desse algo, ou te deixar em alerta para que você se proteja.

Acima de todos os medos, está o medo das coisas não saírem como o planejado, sem dúvidas.

Mas o medo também te trava. Te deixa inseguro e faz você até acreditar que não é capaz. Não te deixa arriscar. O risco é necessário para fazer grandes avanços, para testar coisas que você desconhece. Coisas que eu desconheço. Coisas como a coragem

Sim, a coragem. Nunca entendi muito bem o que leva à um ato de coragem. Será a falta de noção das consequências? Será a capacidade de ligar o “foda-se” e seguir em frente? Ou será o controle do medo?

Coragem.

Que ela sempre exista!

(As duas últimas linhas foram descaradamente plagiadas, se o autor as ver ficarei extremamente feliz se ele se manifestar, porque saberei que ele leu o texto até as duas últimas linhas, haha).

Faaala, consciência!

Olá, querido leitor. Cá venho pra lhe informar alguns trechos, coisas e frases que me perseguem. Escrevo e satisfaço a consciência, que se torna a cada dia, uma senhora mais complacente. Autorizo a platéia a encará-los como preferirem e peço que se quiserem, pra me falar alguns trechos e frases que lhes atormentam a cabeça :D.

” -Mas, sem acreditar em mais de uma vida, como evitar o desespero? – protestou Igraine – Que deus justo criaria homens desgraçados, ao lado de outros felizes e prosperos, se todos tivessem apenas uma vida?

-Não sei – respondeu Merlim. – Talvez queiram que os homens se desesperem com a dureza do destino, para que procurem de joelhos o Cristo, que os levará ao Céu. Não sei no que acreditam os seguidores de Cristo, e o que esperam.”

(diálogo entre Igraine e Merlim – As Brumas de Avalon – Livro I)

” – […] O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um jeito carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno voo e cai sem graça no chão.”

Clarice Lispector  (diva, né? ♥)

“Só eu posso pensar/ Se Deus existe/ Só eu/ Só eu posso chorar/ Quando estou triste/ Só eu

Marisa Monte, trecho da música “Cérebro eletrônico” (yeah, é a daquela novela estranha,  mas na novela não é a Marisa que canta)

” Se você acha que tem pouca sorte, se lhe preocupa a doença ou a morte. Se você sente receio do inferno, do fogo eterno de Deus, do mal…”

Trecho da música “Eu sou egoísta”, do Raul Seixas uhuul, toca Raul  belamente interpretada pela Pitty emo é a mãe, carai neste vídeo.

Uma observação: Eu fui criada ouvindo Raul Seixas, Secos e Molhados, Gilberto Gil e outras coisas (incluindo Irom Maidem e Kiss daddy querido) e achei a interpretação da Pitty melhor que a original 🙂 Gente, ouve as duas, é lindo *-*

Creio eu que estou entrando em uma crise religiosa. Faz algum tempo (quase dois anos) que me digo agnóstica, e com isso satisfaço minha comodidade de discordar de todas as religiões e minha consciência em não me ver como atéia. Fui criada como católica, batizada e bla bla bla,  não fiz 1ª comunhão por acaso e meus irmãos estão fazendo. As vezes vejo a expressão de decepção do meu pai, como se pra ele, eu interpretasse as coisas de forma errada. E tal vez seja, visto que não acredito na verdade absoluta. No que acredito? Não sei. Apenas duvído, de tudo que me dão espaço para duvidar, e por acaso duvido que o Ser Humano seja a melhor coisa existente (um dos motivos de não me considerar atéia).

E ler As Brumas de Avalon me dá vontade de ser druida, hahaha!

Ah, amanhã/hoje é a prova pro CAUM (Cursinho Alternativo da Unesp de Marília) e marquei entrevista pro DACA (o alternativo da Famema). Não tenho estudado, só lido e twitado all the life. 😀

Eeeeeeeee, estou very agradecida pelo horário de verão estar acabando, odeio Sol às sete da noite, okay?

Se, por um acaso imprevisto, eu achar mais trechos dignos pra esse post, aqui colocarei enquanto for cômodo não fazer outro 🙂

Bjos e comentem colocando seus melhores trechos/frases/letras de música/sambinhas enfim, o que quiserem e se quiserem ♥

Tenso é:

Não querer arrumar um emprego porque tem medo de não passar em Medicina por não ter tempo de estudar. Precisar arrumar um emprego para pagar um bom cursinho, calar a boca da sua família e tentar passar em Medicina. Não conseguir arrumar a porra do emprego e ficar com o cu na mão porque não vai conseguir pagar o cursinho, além de ter que ouvir a sua família até a morte.

Sim, meus queridos, isso é tenso.

PS.: Ninguém aí tem problema com palavrões não, né?

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

Eduardo Galeano – Utopia.

Segundo o Aurélio (aquele que eu quis tacar fogo quando houve a reforma ortográfica), utopia é um “projeto irrealizável, quimera” (e com quimera, quis se indicar sonho, fantasia).

As vezes a gente ouve que um sonho nosso é utópico. Em mim essa palavra sempre gerou um desconforto, de algo que fazia total sentido pra mim e era absurdo pra outra pessoa. Ingenuidade a minha achar que nunca ninguém colocaria muros entre eu e meus objetivos. As vezes são muros imaginários. As vezes apenas metade dele é real, a outra é apenas para que você imagine o quão distante está seu sonho e desista dele.

É utopia achar que o melhor de mim é suficiente.

É utopia pensar que a natureza das pessoas é boa, e que elas sempre tem a melhor intenção nos seus atos.

É utopia querer fazer Medicina não porque é uma boa forma de ganhar dinheiro, mas porque o sofrimento alheio me incomoda de uma forma inexplicável.

Mas sem utopias, muitas coisas não evoluiriam. Sem utopia, a coisa não anda. E são elas, as utopias, que movem moinhos,  que me fazem não desistir daquele exercício de Física que parece impossível de compreender, até que eu paro. Lembro porque estou estudando. Penso no quanto já enfrentei pelo simples sonho de cursar Medicina. Penso no quanto me propus a enfrentar quando admiti para mim o que queria. Pego o livro e volto a tentar resolver aquela praga.

E se não houvesse utopia? E quando não há utopia?

De uma forma ou de outra, a utopia nos mantém em movimento. Nos faz acreditar em algo que pouquíssimas (ou mesmo nenhuma) pessoas acreditam. E as maiores descobertas do mundo não foram por acaso. Foram feitas por pessoas que foram desacreditadas pelas demais. Ninguém apostava um centavo que fosse no Darwin (alguém sabia que ele só se lascava na escola, que enquanto os “amiguinhos” estudavam, ele analisava o comportamento das formigas? not).

As vezes as pessoas não apostam na gente. O que não pode é a gente não apostar em nós mesmos. Fodam-se as outras pessoas.

Sem utopia, não há sonho. Sem sonho, acordaremos não para trabalhar ou estudar, mas para “fazer nossa parte”, e isso é coisa de gente frustrada. Quer saber? Nada me irrita mais do gente frustrada. São pessoas que não querem se dar bem: querem que VOCÊ se dê mal.

Ah, vai ser frustrado pra lá!

Top Fail 2009

Olá, pessoas. Esse é meu primeiro post inédito no wordpress, desde que mudei de provedor. Fiquei muito tempo sem postar, talvez escreva mais durante as férias. Mas vamos ao que interessa (interessa?).

O ano de 2009 está acabando e apesar de provavelmente este não ser o último post do ano, não poderia deixar de fazer uma ‘retrospectiva’, ou melhor, um Top Fail. Foquei nos acontecimentos que mais foderam minha vida me incomodaram durante o ano, mas aceito sugestões :D. Adelante:

3ºGripe Suína

Graças aos amiguinhos suínos, o mundo parou por alguns meses, tive férias forçadas que zoaram meu cursinho (tá, e o de todo mundo), minhas cutículas se acabaram de álcool em gel e até hoje as pessoas não se cumprimentam como antes. Sem tirar que putz, até eu que quero Medicina acho aquela máscara de cirurgião cafona pra usar na rua.

Francamente vocês conseguem notar como a mídia só dá ênfase em algum problema de saúde pública quando a prevenção não é mais uma forma de solução? Foi assim com a Dengue, fizeram o mesmo com a Gripe Suína e farão assim com quantas mais epidemias aparecerem…

2º São Paulo nem Faz Escola

E em todos os anos em que encarei o tenebroso ensino público, acho que esse ano foi, em especial, patético. Vamos por partes:

O governo IMPÔS uns caderninhos bimestrais como modelo de aula para todas as escolas públicas daqui de São Paulo. Só que os ditos cujos, chegavam meses atrasados em todas as edições (lembrando que um bimestre em anos humanos tem 2 meses, como um material bimestral atrasa MESES? Si pá ele era impresso com a periodicidade dos anos de cachorro). Além do pequeno inconveniente do atraso, o material era uma porcaria. Tinha erros gramaticais (e não me venha culpar a nova ortografia), erros de conteúdo e até mesmo erros de cartografia! Até o que tava certo tava errado pelo material ser tão mal feito. Mas se o problema estivesse apenas no fato do material ser ruim tava tudo certo, afinal os professores realmente dedicados poderiam seguir sem ele e dar uma aula decente. Isso se a Secretaria da Educação não cobrasse as tarefas dos malditos caderninhos, que ocupavam o precioso tempo das aulas com baboseiras.

1º Lugar –  ENEM

Como começar a falar da prova mais mal feita a nível nacional? Primeiro dão uma baita moral pro Enem: as principais universidades PÚBLICAS (que nunca deram bola pra essa bagaça, sobretudo as federais) se responsabilizaram em aderir o Enem como grande parte da nota. Até as mais cobiçadas, como a Ufscar, fizeram do processo seletivo uma obrigatoriedade.

Oba, vamos fazer o Enem e se inscrever naquela federal do fim do mundo que sua família falou que nunca deixaria você cursar. Depois de responder o questionário mais interminável e estúpido, além de desnecessário da sua vida, você passa todas as mol de questões no gabarito. Empolgado, pesquisa todas as federais que vão utilizar o Enem (e descobre que o Acre existe).

– Vamos fazer o Enem?

– Não.

– Por que?

– Roubaram o Enem.

– Roubaram?! O.O

– Roubaram.

Não sei ao exato se esse foi o pior. Depois do vexame, liberaram a prova que foi roubada. Não vou ser arrogante o suficiente pra dizer que a prova tava ridícula, mas o fato é que após ter visto a prova, as universidades mais cobiçadas de São Paulo (do Brasil, oi?) deram banana pro Enem. Foram as poderosas: Usp (Universidade de São Paulo) e Unichamps Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).  A única das paulistas que se manteve após o barraco foi a prima pobre Unesp, o que não amenizou muito.

Ainda sim houve Enem. Umas prova exaustiva, cheia de ‘pegadinhas e típicos desafios matemáticos’ e textos quilométricos. Como disse um grande amigo meu: o tema de redação foi no MÍNIMO irônico. Qual foi o tema? Algo que associava corrupção e ética. Engraçadinhos.

Em qualquer vestibular do mundo alguns inscritos faltam. O Enem 2009 obteve nada menos do que 37,7% de abstenções. Meu, isso dá uns 2/5 dos inscritos, né? Bem feito pro MEC.

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Esses foram os primeiros colocados, mas como a lista é extensa, resolvi dar um Prêmio de consolação

Troféu Abacaxi : SARESP

A prova é, por si só, ridícula. Não cobra todas as disciplinas, é fraca e alienada. Se a escola consegue uma boa pontuação, rola um bônus para os funcionários, como um biscoitinho de cachorro pra um animalzinho obediente. Se não consegue, os professores são os culpados. Os professores culpam os alunos. Os alunos acreditam que não tem mesmo futuro, e param de estudar para sustentar um mercado de trabalho escravagista. As coisas são assim. Se ninguém agir, nunca vai mudar.

Mas voltemos as provas. Que atrasaram. Simplesmente chegaram UMA SEMANA depois do combinado. Ah, pra mim chega, né? Seriam 3 dias de prova, teria vestibular do domingo. Quer saber? Eu não vou fazer saresp nem F-U-D-E-N-D-O!

Ao saber disso, meu colegas de sala queriam saber meus motivos. Desabafei, falei que todos nós eramos vítimas de um sistema de ensino falido, recauchutado, que formava profissionais pro trabalho escravo e…

-Você não vai fazer o Saresp, Carol?

-Não

-O que pode acontecer com quem não fizer?

-Nada

-Mas a diretora disse que é obrigatório.

-Ela mentiu.

Pronto, nunca foi tão fácil fazer um boicote na minha escola. Já comentei sobre isso no outro post, mas queria deixar melhor expressa minha revolta.

E sobre isso o meu atual desejo para 2010 é: Mate-o, esquarteje-o e queime os pedaços: Fernando Haddad, e finalmente a menina que não gosta de política descobriu o culpado de seus principais problemas.

Evaporizem-o, por falvor

Bjos