Category: Vestibulares


Negativas

Não há fome, não há cansaço, não há dor.

Os dias são curtos e as noites são longas. Estas, em claro, quase sempre.

A tensão é palpável. A competitividade, óbvia.

O comer vira abastecer e o dormir, recarregar.

Tudo bem insalubre: Seja por fora, seja por dentro.

Os risos se tornam doentios e os silêncios, perturbadores.

Uma menção, uma cobrança da mais sutil pode ser “A Borboleta do Caos”

Nos ponteiros dos relógios, apenas movimentos circulares. As horas apenas passam.

There’s no hope.

 

 

 

Um adendo:

Se você é positivista, meus parabéns. Existem outras 54 publicações nas quais você pode exprimir sua visão otimista e de bem com a vida, mas nessa não. Ora, também não quero que você seja pessimista como essa publicação ou que tenha mais pensamentos assim. Por que eu escrevi? Para tirar de mim. Vai passar.

 

 

Outro adendo:

Resta alguma dúvida de que estou falando da proximidade do ENEM  vestibular?

 

“More than this

Whatever it is

Baby, I hate days like this” [2]

Mitos a parte: Fuvest

No episódio anterior:

Prestei Enem, Unesp e Unicamp. Pelo calendário, faltava Fuvest, Famema e Unifesp. No auge da minha felicidade por ter atendido as expectativas da banca de redação da unicamp (pelo menos eu acho, né? shausahahsuhsu) nem tava me estressando com a Fuvest, afinal, quem é que queria ter aula de genética com a Mayana Zatz, não é mesmo? ~ironia fina~

♫ Quem tem medo da fuvest, da fuvest, da fuvest? ♫

Os porquinhos cantando não prestam Medicina, eu sou o porquinho construindo a casa e a Fuvest, o lobo mau (dica, né?). Ah, e eu não sei construir, logo a casa caiu. Literalmente

 

E ontem eu fiz a tal da prova da Fuvest. Eu já tinha feito N simulados, fuvestões e afins, mas nunca tinha feito a prova em si. Que por sinal, é surreal.

Senta que lá vem estória:

Comecei a prova. Minha sala tinha 20 alunos e era provavelmente a única do campus da Unesp que tinha umas cadeiras parecidas com poltronas lindas e fofinhas. Pensei comigo “bom sinal”.

Ah, as ilusões…

Ah, e era uma sala no térreo. SEM AR CONDICIONADO (ao passar pelo termômetro da rua, mesmo estando em cima da hora, notei que faziam belíssimos 33ºC. Sensação térmica: 50ºC).

Mas, porém, entretanto, todavia, nas circunstâncias inscritas na ocasião em questão, havia uma porta de vidro, que dava pro gramado da Unesp. Bem, vale ressaltar que a FFC (Unesp – Marília) é um campus com 99,8% de gramado, banquinhos entre árvores e coisas do gênero. Eu, particularmente, adorava isso quando fazia cursinho lá (e imagino que a galerë da filosofia e da ciências sociais também curta). A fiscal, muito gente boa, por sinal, pediu para abrirem a porta. \o/

Nossa prova foi praticamente ao ar livre, sahsuhasusahshahus. O que, naquele calor louco, foi um alívio.

Nessa hora, eu nem tava tão nervosa. Na verdade, tava desesperançada demais pra estar nervosa.

A relatividade do tempo é uma coisa louca, né? Até o Machado achava isso! Mas a questão é que os 15 minutos antes da fiscal entregar a prova são… eternos! Parecem horas, juro!

Mas algumas horas depois ela entregou a prova. “Caraca, o que que eu faço? Já vi que não presta começar por matemática então… ai, Biologia, isso!”. Ah prova de Biologia nem tava tão louca assim. Consegui fazer as questões e fui pra química.

Vale lembrar que eu fechei o Ensino Médio sem saber balancear uma droga de uma equação. Gente, é verdade isso. Tapa na face da campanha dos tucanos “São Paulo, cada vez melhor”.

Mas, INCRIVELMENTE, consegui fazer a prova de química. Sério cara, consegui. Ai eu tava muito feliz e não queria estragar a felicidade. Fui pra História. De história pra umas questões interdisciplinares ESTRANHÍSSIMAS e delas pra Geografia. De lá pra português (e caiu literatura na primeira fase, sendo que no dia anterior eu tinha falado que era só na segunda HAHAHA fail :/) mas até aí tudo bem. Sei que chegou uma hora que não tinha mais escolha, eu tinha que começar a me arriscar nas contas. Aí eu fui pra Matemática.

Vou te comer, vou te comer

Gzuis, o que era aquilo! Gente, aquela prova veio do além, sério. SÉRIO, CARA! Vocês não acreditam em bicho papão? Pega a prova de matemática da Fuvest e põe embaixo da cama. Não tem criança que durma!

Me senti como quando estava no 2º colegial e fiz meu primeiro simulado da Fuvest (do objetivo hahaha). Ainda não sei se parte do meu desespero se deve a canseira da prova, ou se eu não sei matemática mesmo, rs. Mas sei que não rolou aquelas questões. Isso mesmo, simplesmente NÃO ROLOU.

E não é que o bicho pegou, gente? (alusão ao post anterior, rs)

Ontem, corrigindo o gabarito, voltei a pensar em como eu seria uma ótima garçonete. Crises a parte, eu preciso de uma semana linda e renovadora, que me dê novas forças pra Famema, no domingo.

Entei, ajuda!

Singularidades

E este é o post que eu adiei, procrastinei, mas me vejo inclinada a escrever. Já tenho 19 anos (fiz feixtinha no cursinho, foi tão legaaal *.*), já prestei o ENEM (Haddad sem mãe), a UNESP (desconsolo) e a UNICAMP (loucura, loucura). Já surtei, esperneei, disse que isso não era pra mim e pensei em como eu seria uma ótima garçonete (ou não, minha coordenação motora é um desastre).

~~~~~~PAUSE~~~~~~~

Aí você, seu lindo, se pergunta: “puts, mas ela não vai ser médica? Bisturi… suturas… ela não tinha que PELO MENOS TER UMA COORDENAÇÃO MOTORA DECENTE?”. Isso eu resolvo depois… (posso começar a fazer tricô, que nem a Izzy do Greys Anatomy).

~~~~~~PLAY~~~~~~


Bom, já que falei que fiz as provas, deixa eu contar minhas críticas não-construtivas sobre elas, né?

(continue lendo essa porcaria)

Continue lendo

Olá leitor! Como tem ido? Bem? Está confortável? Então começo!

Incrível como não cumpro as promessas de férias!  Não tenho feito cooper, nem qualquer outro exercício físico, o que me rendeu uns quilos a mais 😦

E puta merda, que calor, hein? O capeta esqueceu a porta do inferno aberta, né? -N

Tá, comentários inúteis a parte, cá estou pra comentar algo que,  sendo digno do primeiro lugar no Top FAIL , não podia deixar de me extressar eternamente:

O ENEM!

De fato, eu te odeio Haddad, mas por alguns dias pensei na hipótese de você ter feito algo de útil: o SiSU

O Sistema de Seleção Unificada,  uma forma simples de selecionar, torturar até a loucura, além de amedrontar os vestibulandos pela seu desempenho no Enem e  te enviar para o curso de zootecnia na federal do Acre uma  Universidade Federal, tendo muitas, muitas cotas para algumas classes desfavorizadas da sociedade.

Num ápice de desespero, cheguei a me inscrever pra Química no IFTM, que disponibilizava 15 vagas pro noturno.

Minha colocação?

20º

FAIL!

😦

Ok, confesso que jamais iria pra Minas pra cursar QUÍMICA, mas custava ter passado? Bom.

 

Continue lendo

(segunda-feira, 2 de novembro de 2009)

Os vestibulares estão absurdamente perto. É nessa época do ano que as pessoas começam a ficar estranhas, mal humoradas e com olheiras monstruosas, a sorrir pouco e fazer piadinhas de humor obscuro. Sinistro, não?
Dei uma grande sumida nesse mês de outubro. Também pudera, parece que as coisas esperam os ano inteiro para acontecerem só nessa época! Enem deu mancada, Unicamp deu banana pro Enem e os vestibulandos ameaçaram suicídio coletivo. E eu, como estudante organizadíssima que devia ser, deixei pra demarcar meu calendário a poucos dias e o que verifico?

Bem, de 5 domingos no mês de novembro eu tenho vestibular em 3. Nada mal para meu primeiro ano, não?
Bom, quem precisa de vida quando o vestibular tá aí, não é mesmo? ._.
Fiquei fez pela prova da Famema ser a última, assim já vou ter a experiência das duas anteriores (visto que, como comentei em outro post, a Famema é minha favorita, e menos concorrida).
Todos me dizem pra ser otimista, mas nem por isso preciso ser utópica. E por isso me pego pensando: – E se eu não passar esse ano? Ora bolas, eu estudei a vida toda em escolas públicas e estou fazendo (junto com o 3º do Ensino Médio) um cursinho alternativo, por mais que me esforce devo ser realista.
Mas enfim, o que farei se não passar? Vou me matar. Mas não de forma rápida, prática e pouco dolorosa. Vou me matar devagarinho, trabalhando em algum serviço escravo pra pagar um cursinho noturno.
Parece loucura, né? Trata-se da forma que encontrei de matar dois coelhos com uma machadada só: trabalho e satisfaço exigências de famíliares e agregados (aquelas pessoas que não tem nada a ver com o peixe, mas que amam opinar), e faço um cursinho reforçado, já que definitivamente, cursinhos alternativos não são a melhor opção (apesar de terem me quebrado um galho esse ano).

Meu aniversário é dia 10 deste mês (faço 18 anos) e tenho por hábito avaliar minhas mudanças nas proximidades dessa data. Esse ano dei um passo enorme rumo ao meu sonho, tanto psicologicamente quanto aos estudos. Amadureci, vi que as melhores conquistas são, por ironia, as mais difíceis, e que os dias passam ainda mais rápido quando são bem aproveitados. Aprendi que boas amizades não se perdem por falta de tempo, ou mesmo pela distância, e que aquelas pessoas que você vê todos os dias farão falta quando seus dias mudarem. Eu mudo, os dias mudam, as pessoas mudam e isso é bom.