Tag Archive: a vida é cretina


 

… são os que se referem a qualquer recuperação. Recuperar-se é um processo lento e contínuo, em específico quando o ser que se recupera não lembra da última vez em que teve certeza de que estava bem.

Ninguém é parabenizado por pôr-se de pé outra vez. Não existem pódios de chegada aos que voltam à estaca zero.

Recomeçar não é fácil, não é agradável e nem sempre é promissor. Recomeçar remete a reinterar uma tarefa que, de tão exaustiva, não foi concluída na última tentativa.

E sozinha tudo anda mais devagar.

Mas não é bom contar com outras pessoas. “Apegue-se apenas as metas, não às coisas ou às pessoas.” Talvez eu tenha dito para mim mesma.

“Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results.”
Albert Einstein

E quanto às pessoas?

Elas seguem e é melhor pra você que você siga também.

 

 

 

PS: Mas nada mais importa porque o Haddad não é mais ministro da Educação

 

E que venha o ENEM, o Sisu e outras maldições.

Imagine você

… que existe, dentre os detritos e atritos de uma instituição pública qualquer, pessoas que acreditam no lugar onde trabalham. Poucas, é bem verdade, mas existem. Os que a defendem, como defenderiam uma empresa, um time ou uma religião. Ou uma cor, um perfume.

Como quem defende algo.

Imagine ainda que conheço de longe uma dessas pessoas, uma senhora, e que pra dizer bem a verdade, não faço ideia do que ela faz naquele lugar. Ela poderia ser a melhor em lugares bem melhores do que em uma triste instituição semi-falida, mas não. Ao que tudo indica, ela se conforma com seu perfeccionismo pungente, aflitivo e constante em um lugar onde o caos impera.

Pensei a início que fosse comodismo. Tanto tempo em terras tão inférteis…

Não é comodismo. Ainda há brilho onde eu sei que houveram sonhos. Ainda há vigor.

Talvez estivesse esse tempo todo esperando ser reconhecida, identificada, gratificada por fazer da melhor forma aquilo que todos os outros fazem de qualquer jeito.

Talvez sofresse em silêncio uma inconformação implacável.

E hoje, como quem conversa coisas banais e reclama de coisas banais, eu olhei no fundo dos seus olhos e perguntei, como quem exclama uma indignação que não me pertence:

-O que você tá fazendo aqui?

A resposta foi interrompida pelo tempo e espaço. Mas creio que não havia uma resposta mais concreta do que a que ouvi:

– É um carma.

“Yo no creo en brujas, pero que las hay… las hay.”

Negativas

Não há fome, não há cansaço, não há dor.

Os dias são curtos e as noites são longas. Estas, em claro, quase sempre.

A tensão é palpável. A competitividade, óbvia.

O comer vira abastecer e o dormir, recarregar.

Tudo bem insalubre: Seja por fora, seja por dentro.

Os risos se tornam doentios e os silêncios, perturbadores.

Uma menção, uma cobrança da mais sutil pode ser “A Borboleta do Caos”

Nos ponteiros dos relógios, apenas movimentos circulares. As horas apenas passam.

There’s no hope.

 

 

 

Um adendo:

Se você é positivista, meus parabéns. Existem outras 54 publicações nas quais você pode exprimir sua visão otimista e de bem com a vida, mas nessa não. Ora, também não quero que você seja pessimista como essa publicação ou que tenha mais pensamentos assim. Por que eu escrevi? Para tirar de mim. Vai passar.

 

 

Outro adendo:

Resta alguma dúvida de que estou falando da proximidade do ENEM  vestibular?

 

“More than this

Whatever it is

Baby, I hate days like this” [2]

Aí eu desempreguei, empreguei, desempreguei, empreguei, empreguei e agora tô em um lugar legal, apesar de ser periodo integral e eu só ter tempo de estudar no meu almoço (que diga-se de passagem, dura duas horas). E tô fazendo um semi-extensivo aí (y).

 

Houve, em meados de 2007, um periodo no qual eu tinha uma rotina bem frenética, quase igual a de agora, e eu tava no ensino médio. Uma professora de português havia passado umas pesquisas e panz aí eu falei a máxima do vestibulando-proletariado (antes de ser vestibulanda e mesmo proletariada):

“-MEOW, NÃO DÁ TEMPO!”

 

 

Resposta?

 

“-Tempo? Mas… O que você faz da meia noite às 6h?

 

O que eu faço da meia noite às 6h?

 

Depois da insonia, de ajustar o alarme do celular e arrumar a mochila, eu durmo e sonho com o dia da minha matrícula no curso de Medicina da Famema.

 

Porque medicina é a pior e a melhor idéia-fixa que pode surgir na vida de um estudante secundarista (em suma quando as condições não são exatamente favoráveis). A melhor porque parece que vem de dentro, como missão, como meta, mais do que a porcaria de um capricho. Medicina é uma vocação que você sabe que tem e não precisa que te digam isso: está lá, te dizendo o que fazer, provando sua capacidade nos obstáculos superados. A pior pela quantidade inimaginável de futuros que ela exclui, dos cursos muito bons em lugares sensacionais que você faria se não tivesse nascido pra ser médico.  Mas você acredita em futuros ou destino?

Com que frequência?

Ele folheava um livro. Ela, com o fone de ouvido sem ouvir música alguma, mexia aleatoriamente no celular para que ele não dissesse que ela o observava, enquanto ele folheava o livro.

Se ela ouvisse música ao menos não estariam em silêncio.

– Me falaram que você não existe.

– Como assim?

– Falaram que você é, segundo Freud, invenção minha. Uma “projeção”, na verdade.

–  Hmm…

– …

* Fecha o celular e tira uma revista Galileu da bolsa. Folhea-a*

– E o que você acha?

– Eu acho que é mentira. Ou eu sou mesmo muito criativa.

Ciclos

Porque tudo nessa vida bandida é compreendido em ciclos: A infância é um ciclo, a escola é um ciclo, o trabalho, a faculdade, a família antes de você sair da casa dos seus pais, aquele curso de informática, a Lua e tudo mais. Ciclos.

Estar no meio de um ciclo envolve uma estabilidade: enquanto está exercendo seu papel, não precisa pensar no próximo ciclo a se envolver.

Estar fora de um ciclo significa necessariamente estar “solto” e alheio. Instável como um átomo de qualquer coisa que não é um “gás nobre” e não está em nenhuma ligação atômica.

Não, eu definitivamente não sou um gás nobre, não estou numa ligação covalente, iônica ou dativa.

Perdida no nevoeiro da minha própria nuvem eletrônica.

Aposto que esse blog era mais interessante quando eu falava das aventuras do cursinho, rs. Coisas pertencentes há um ciclo anterior…

P.S.: Alguém pode me explicar porque caralhos é tão difícil ter ânimo para estudar em casa depois do trabalho?

O que é preciso ter para abandonar o lado bonzinho da força?

do filme "Tentação Fatal" e melhor exemplo de professora do mal hehehe

Atenção: Esse post serve às forças do mal. Ou pelo menos tenta…

*Cansou de ser bonzinho, né? Sabia que uma hora você também ia cansar. Gente, nem em novela o bonzinho se dá bem (aah, no último capítulo! Você quer esperar o último capítulo da sua vida pra ficar por cima, dear?). O negócio é ser vilão e eu vou te explicar como faz isso e é AGORA MALANDRO!*

Provavelmente você vai precisar de:


Desprezo

“Um pouco de desprezo economiza bastante ódio.”


“Os fracos se vingam, os fortes perdoam, os superiores ignoram.”

Além do mais, vingança é coisa de bonzinho revoltado…

Portanto despreze! Nada nesse mundo irrita mais um irritante do que ser ignorado. Acredite em mim, eles ficam vermelhos, começam a inchar e quando você pensa que não… ELES VIRAM O MAJIM BOO E TE TRANSFORMAM EM CHOCOLATE!!

Ironia

Sarcasmo para os n00bs iniciantes.

Gargalhada do mal

Mas é óbvio que tem que ter uma gargalhada do mal! E isso você já devia saber dos programas infantis da TV Cultura! Vá treinando desde já…

diva ❤

-Seja rico

Ou finja muito bem, você escolhe o que requer menos esforços.

Porque vamos combinar que é bem mais fácil fazer seus planos maquiavélicos segurando uma taça de champagne e ouvindo música clássica no seu resort…

-Auto-confiança

“Cause I feel like I’m the worst,
So I always act like I’m the best”♫

Sinto muito, mas vilão inseguro não amedronta ninguém, rs. Vamos amiga, sobe nesse salto 7, empina o nariz and go! go! go! pra maldade.

-Não tenha dó!

Porque ninguém tinha dó quando você descobriu na pele que bonzinho só se fode. E depois, você vai ter que sacanear de qualquer jeito…

Isso é FAIL tá gente?

Think with me: Você respeitaria um bandido se ele chegasse pra ti com uma 38, chorando e contando que ele tá sendo obrigado por forças sociais ocultas a te assaltar? E você ficaria com dó dele? Não né? Pois bem.

 

(se você ficaria com dó do bandido, francamente… como deixam você andar na rua sem alguém pra garantir que não irá trazer 328378932 vira-latas pra casa?)

 

– Esconda bem seu passado negro

E isso eu sei que vocês fazem muito bem, seus danadjenhos.

Aaah vocês, com essas carinhas de santos...

 

 

– Discrição

Faça suas maldades e não conte pra ninguém.

 

Veja bem, se você não é confiável, por que seu fiel escudeiro haveria de ser?

***************************************************************************

 

 

 

E aí, hoje cê tá pra maldade?

 

Que seja dito

Que seja dito que não passei, nem na Famema, nem em nenhuma outra (poupo-os da listagem dos fracassos).

Que seja dito que não estou surpresa. Decepcionada sim. Triste, ainda mais. Mas não é fácil e nunca me enganaram quanto a isso.

Que seja dito que me esforcei. Talvez pudesse ter feito mais, mas nunca fiz tanto por nada. Nunca caminhei tanto…

Que seja dito que não sei ainda o que farei e como farei, mas que não desisti.

Sim, continua sendo Medicina. Ontem, hoje e amanhã.

E tenho dito.

*******************************

 

Saudações aos Vestibulandos de Medicina (os da comunidade do Orkut, os do cursinho, os do twitter) que me acompanharam durante o ano.

Saudações ao Rafa, amigo de crises e exercícios de química, de reflexões no ônibus ao voltar do cursinho (Industrial, kkkkk), de provas em lugares bizarros, de esperanças, projetos e demais loucuras que os sonhadores se dão ao capricho.

Saudações a você, caro leitor, que acompanhou cada uma das reflexões esdrúxulas de mais um ano.

Obviamente, tem mais zilhões de saudações que eu gostaria de colocar, mas não quero cometer o pecado de esquecer de alguém. Não se sintam esquecidos, por favor!

Por hora, é o que temos.

 

Abraço aos imortais.

Outubro

“Outubro, por favor, faça tudo dar certo. Ou só menos errado. Só por um mês, faça tudo dar certo, depois veremos o que vamos fazer em novembro…”   Caio Fernando Abreu

Obviamente, estou tensa. Inflamações vestibulísticas a parte (outubrite, maionite, setembrite) tenho conseguido estudar alucinadamente. Minhas coisas estão uma bagunça e faz tempo que não sei o que é ficar sem ter o que fazer, mas estou bem.

Querem ver meu calendário? Só fiz até dezembro, mas serve:

Proíbo críticas quanto ao uso do Paint, ok?

Vcs viram algum final de semana livre ali em novembro?

Não? Puxa olha de novo.

Nada?

É, eu tb não ._.

Incrível eu escrever um post sobre outubro nas últimas semanas, né? Mas minha criatividade [?] anda meio baixa, e sinceramente, não sei como vcs aguentam me ler 😦  Juro que até eu me enjoô com essa chatisse toda, rs.

Cara, eu estudei. Estudei como nem sabia que podia estudar, e quero ver frutos. Se não for uma aprovação, ao menos resultados melhores que os do ano passado… Mas eu quero mesmo é a aprovação, hahaha

E manja aquela sensação de ‘cavalo de corrida’? Todo mundo apostando em vc, torcendo por vc, e dá um medo danado de não atender as expectativas… E eu só quero mesmo que tudo dê certo em outubro, que as coisas andem direitinho e em novembro eu vejo o que faço.

Muitos dos meus amigos já desistiram de tentar me recuperar da ilha do vestibular, aquela que eu citei há alguns pos’ts. Acredite, eu acho melhor assim. Mas até tenho saído algumas vezes, então não enlouqueci ainda não 🙂

Meu aniversário tá chegando e isso não é uma cobrança por presentes e algo me preocupa: vou fazer 19 anos. Ano que vem, meus colegas de Ensino Médio (fora aqueles que estão casando e tendo filhos, SHAUSHUAHSUAHSUAHUSAHUSA ou aqueles que não resolveram nada da vida) vão para o segundo ano de faculdade… Na verdade eu nem ligo, cada curso bocó na Unimar que esse povo tá fazendo, eu hein? rs

Bom, observando o calendário, notasse que a primeira prova é

O ENEM

Quem lembra no ano passado quando eu xinguei loucamente o Enem 2009?  So… I need tell a secret!

Nunca dei a mínima bola pro ENEM. No Segundo ano, quando prestei e vi que a prova era… babaca, criei uma imagem meio pejorativa do ENEM. Aí TODAS AS UNIVERSIDADES RESOLVERAM QUE O ENEM RULEIA. Eu que fiz a prova ‘nas coxas’ me ferrei (y). E esse ano, com a paulista usando como PRIMEIRA FASE e a Ufscar usando como fase única, o cinto aperta, né?

On the other hand…

Se a prova desse ano for a mesma BALBÚRDIA do ano passado, eu não vou resistir e vou fazer mais um post exclusivo de críticas não-construtivas hehehe

Aí depois do ENEM a coisa desbunda de uma vez, com todas as provas acontecendo na sequencia e lá, na primeira semana de dezembro está o amor da minha vida:  a FAMEMA!

Eu só queria um lugar confortável dentro daquela faculdade linda na qual fiz cursinho esse ano. Podia levar uma surra em todas as outras provas. Podia até ser aprovada pras segundas fases em janeiro QUE NEM IRIA PRESTAR! Mas eu queria ir pra lá…

É com esse clima de tensão, expectativas, desespero e chocolates com café que tenho vivido. No que isso dará?

Cenas dos próximos capítulos 😀

Eu quero mesmo é dizer, caro leitor, que estou feliz por compartilhar contigo essa coisa bagunçada que é meu humor. E que comentar no blog alheio não arranca pedaço, viu? hsuahsuahusahshauhsa E pedir desculpas pelos grandes tempos de ausência…  creio que tu desconfies o motivo!

So, that’s it!

Abraço aos imortais!

Onisciência da morte

Hoje eu devia ter acordado umas 7:45, pra começar a estudar às 8h. Não foi o que meu sono permitiu, mas umas 9h alguém bateu à porta do meu quarto:

– Pode entrar.

(meu irmão) – Telefone pra você.

(eu e minha inegável voz de sono)– Alô? Oi Jéssica, tudo bom?

– Carol, tenho uma má notícia. Morreu aquele escritor que você gosta, o Saramago.

– Nossa, sério? Nossa… quando, você sabe?

– Ah… não tenho certeza, mas acho que foi hoje de manhã.

– Bom, vou ver isso na internet. Caramba, tanta gente pra morrer né? Enfim… obrigada, Jé.

***

Não sei como explicar, mas meu pai me ensinou a quando alguém te der uma informação, pensar no que levou essa pessoa a te dar tal informação. E eu levo isso aos livros também, o que leva uma pessoa a escrever numa ficção a história de um lugar onde as pessoas não morreriam mais? Ou escrever sobre uma cegueira que faria todos os homens, independente de cor, gênero e classe, se encontrarem na mesma situação caótica? Ou ainda escrever um evangelho do ponto de vista humano de Jesus? (esse eu não li, ainda estou me devendo esse livro).

Lembro que custei a me acostumar com a escrita dele. Diálogos que apareciam sem se anunciar, após uma vírgula e uma letra maiúscula. Me parecia insano, até entender que era mais que um estilo de escrita tratava-se de algo como um estilo de exposição do pensamento, ou algo mais complexo que eu e minha leve carga literária não saberia definir. Mas depois que peguei o ritmo a leitura se tornou algo contínuo, de uma sequencia diferente de todas as obras que eu já tinha lido.

Gostaria de deixar nesse post meus agradecimentos ao Bento, que primeiro me indicou a leitura de Saramago e me emprestou o “Intermitências da Morte” (assim como a já citada em outras ocasiões, Bruna Motta, que me emprestou o “Ensaio sobre a cegueira”). Sim amigos, me emprestem livros, eu sou legal e os devolvo, podem perguntar

Bom, esse post já cumpriu suas funções: Atualizar o blog decentemente mostrando que eu não abandonei o mesmo e dizer que de fato – quanto a morte de Saramago – morre o homem, fica a obra.