Tag Archive: Chora; chora; chora Carolina ♫


Já ouvi muito não. Muito “não dessa vez, tente mais”. Muito “você não conseguirá”.

E depois de ouvir muitos, muitos “não’s”, vieram SIM’s de onde não se esperava.

Mesmo tendo ouvido muito não nessa vida, dizê-los dói.

“Mas não é medicina.”

“Porque a vida é muito curta para se fazer o que não se quer, para satisfazer as outras pessoas.”

 

Obs: Apaguei a nota no paint sim, por que? hahahahaha Brimks, é pra evitar mal-olhado (tipo meu pai olhando feio porque achou que a nota era maior)

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Imagine você

… que existe, dentre os detritos e atritos de uma instituição pública qualquer, pessoas que acreditam no lugar onde trabalham. Poucas, é bem verdade, mas existem. Os que a defendem, como defenderiam uma empresa, um time ou uma religião. Ou uma cor, um perfume.

Como quem defende algo.

Imagine ainda que conheço de longe uma dessas pessoas, uma senhora, e que pra dizer bem a verdade, não faço ideia do que ela faz naquele lugar. Ela poderia ser a melhor em lugares bem melhores do que em uma triste instituição semi-falida, mas não. Ao que tudo indica, ela se conforma com seu perfeccionismo pungente, aflitivo e constante em um lugar onde o caos impera.

Pensei a início que fosse comodismo. Tanto tempo em terras tão inférteis…

Não é comodismo. Ainda há brilho onde eu sei que houveram sonhos. Ainda há vigor.

Talvez estivesse esse tempo todo esperando ser reconhecida, identificada, gratificada por fazer da melhor forma aquilo que todos os outros fazem de qualquer jeito.

Talvez sofresse em silêncio uma inconformação implacável.

E hoje, como quem conversa coisas banais e reclama de coisas banais, eu olhei no fundo dos seus olhos e perguntei, como quem exclama uma indignação que não me pertence:

-O que você tá fazendo aqui?

A resposta foi interrompida pelo tempo e espaço. Mas creio que não havia uma resposta mais concreta do que a que ouvi:

– É um carma.

“Yo no creo en brujas, pero que las hay… las hay.”