Tag Archive: desespero


Negativas

Não há fome, não há cansaço, não há dor.

Os dias são curtos e as noites são longas. Estas, em claro, quase sempre.

A tensão é palpável. A competitividade, óbvia.

O comer vira abastecer e o dormir, recarregar.

Tudo bem insalubre: Seja por fora, seja por dentro.

Os risos se tornam doentios e os silêncios, perturbadores.

Uma menção, uma cobrança da mais sutil pode ser “A Borboleta do Caos”

Nos ponteiros dos relógios, apenas movimentos circulares. As horas apenas passam.

There’s no hope.

 

 

 

Um adendo:

Se você é positivista, meus parabéns. Existem outras 54 publicações nas quais você pode exprimir sua visão otimista e de bem com a vida, mas nessa não. Ora, também não quero que você seja pessimista como essa publicação ou que tenha mais pensamentos assim. Por que eu escrevi? Para tirar de mim. Vai passar.

 

 

Outro adendo:

Resta alguma dúvida de que estou falando da proximidade do ENEM  vestibular?

 

“More than this

Whatever it is

Baby, I hate days like this” [2]
Anúncios

Ciclos

Porque tudo nessa vida bandida é compreendido em ciclos: A infância é um ciclo, a escola é um ciclo, o trabalho, a faculdade, a família antes de você sair da casa dos seus pais, aquele curso de informática, a Lua e tudo mais. Ciclos.

Estar no meio de um ciclo envolve uma estabilidade: enquanto está exercendo seu papel, não precisa pensar no próximo ciclo a se envolver.

Estar fora de um ciclo significa necessariamente estar “solto” e alheio. Instável como um átomo de qualquer coisa que não é um “gás nobre” e não está em nenhuma ligação atômica.

Não, eu definitivamente não sou um gás nobre, não estou numa ligação covalente, iônica ou dativa.

Perdida no nevoeiro da minha própria nuvem eletrônica.

Aposto que esse blog era mais interessante quando eu falava das aventuras do cursinho, rs. Coisas pertencentes há um ciclo anterior…

P.S.: Alguém pode me explicar porque caralhos é tão difícil ter ânimo para estudar em casa depois do trabalho?

Que seja dito

Que seja dito que não passei, nem na Famema, nem em nenhuma outra (poupo-os da listagem dos fracassos).

Que seja dito que não estou surpresa. Decepcionada sim. Triste, ainda mais. Mas não é fácil e nunca me enganaram quanto a isso.

Que seja dito que me esforcei. Talvez pudesse ter feito mais, mas nunca fiz tanto por nada. Nunca caminhei tanto…

Que seja dito que não sei ainda o que farei e como farei, mas que não desisti.

Sim, continua sendo Medicina. Ontem, hoje e amanhã.

E tenho dito.

*******************************

 

Saudações aos Vestibulandos de Medicina (os da comunidade do Orkut, os do cursinho, os do twitter) que me acompanharam durante o ano.

Saudações ao Rafa, amigo de crises e exercícios de química, de reflexões no ônibus ao voltar do cursinho (Industrial, kkkkk), de provas em lugares bizarros, de esperanças, projetos e demais loucuras que os sonhadores se dão ao capricho.

Saudações a você, caro leitor, que acompanhou cada uma das reflexões esdrúxulas de mais um ano.

Obviamente, tem mais zilhões de saudações que eu gostaria de colocar, mas não quero cometer o pecado de esquecer de alguém. Não se sintam esquecidos, por favor!

Por hora, é o que temos.

 

Abraço aos imortais.

Mitos a parte: Fuvest

No episódio anterior:

Prestei Enem, Unesp e Unicamp. Pelo calendário, faltava Fuvest, Famema e Unifesp. No auge da minha felicidade por ter atendido as expectativas da banca de redação da unicamp (pelo menos eu acho, né? shausahahsuhsu) nem tava me estressando com a Fuvest, afinal, quem é que queria ter aula de genética com a Mayana Zatz, não é mesmo? ~ironia fina~

♫ Quem tem medo da fuvest, da fuvest, da fuvest? ♫

Os porquinhos cantando não prestam Medicina, eu sou o porquinho construindo a casa e a Fuvest, o lobo mau (dica, né?). Ah, e eu não sei construir, logo a casa caiu. Literalmente

 

E ontem eu fiz a tal da prova da Fuvest. Eu já tinha feito N simulados, fuvestões e afins, mas nunca tinha feito a prova em si. Que por sinal, é surreal.

Senta que lá vem estória:

Comecei a prova. Minha sala tinha 20 alunos e era provavelmente a única do campus da Unesp que tinha umas cadeiras parecidas com poltronas lindas e fofinhas. Pensei comigo “bom sinal”.

Ah, as ilusões…

Ah, e era uma sala no térreo. SEM AR CONDICIONADO (ao passar pelo termômetro da rua, mesmo estando em cima da hora, notei que faziam belíssimos 33ºC. Sensação térmica: 50ºC).

Mas, porém, entretanto, todavia, nas circunstâncias inscritas na ocasião em questão, havia uma porta de vidro, que dava pro gramado da Unesp. Bem, vale ressaltar que a FFC (Unesp – Marília) é um campus com 99,8% de gramado, banquinhos entre árvores e coisas do gênero. Eu, particularmente, adorava isso quando fazia cursinho lá (e imagino que a galerë da filosofia e da ciências sociais também curta). A fiscal, muito gente boa, por sinal, pediu para abrirem a porta. \o/

Nossa prova foi praticamente ao ar livre, sahsuhasusahshahus. O que, naquele calor louco, foi um alívio.

Nessa hora, eu nem tava tão nervosa. Na verdade, tava desesperançada demais pra estar nervosa.

A relatividade do tempo é uma coisa louca, né? Até o Machado achava isso! Mas a questão é que os 15 minutos antes da fiscal entregar a prova são… eternos! Parecem horas, juro!

Mas algumas horas depois ela entregou a prova. “Caraca, o que que eu faço? Já vi que não presta começar por matemática então… ai, Biologia, isso!”. Ah prova de Biologia nem tava tão louca assim. Consegui fazer as questões e fui pra química.

Vale lembrar que eu fechei o Ensino Médio sem saber balancear uma droga de uma equação. Gente, é verdade isso. Tapa na face da campanha dos tucanos “São Paulo, cada vez melhor”.

Mas, INCRIVELMENTE, consegui fazer a prova de química. Sério cara, consegui. Ai eu tava muito feliz e não queria estragar a felicidade. Fui pra História. De história pra umas questões interdisciplinares ESTRANHÍSSIMAS e delas pra Geografia. De lá pra português (e caiu literatura na primeira fase, sendo que no dia anterior eu tinha falado que era só na segunda HAHAHA fail :/) mas até aí tudo bem. Sei que chegou uma hora que não tinha mais escolha, eu tinha que começar a me arriscar nas contas. Aí eu fui pra Matemática.

Vou te comer, vou te comer

Gzuis, o que era aquilo! Gente, aquela prova veio do além, sério. SÉRIO, CARA! Vocês não acreditam em bicho papão? Pega a prova de matemática da Fuvest e põe embaixo da cama. Não tem criança que durma!

Me senti como quando estava no 2º colegial e fiz meu primeiro simulado da Fuvest (do objetivo hahaha). Ainda não sei se parte do meu desespero se deve a canseira da prova, ou se eu não sei matemática mesmo, rs. Mas sei que não rolou aquelas questões. Isso mesmo, simplesmente NÃO ROLOU.

E não é que o bicho pegou, gente? (alusão ao post anterior, rs)

Ontem, corrigindo o gabarito, voltei a pensar em como eu seria uma ótima garçonete. Crises a parte, eu preciso de uma semana linda e renovadora, que me dê novas forças pra Famema, no domingo.

Entei, ajuda!

Outubro

“Outubro, por favor, faça tudo dar certo. Ou só menos errado. Só por um mês, faça tudo dar certo, depois veremos o que vamos fazer em novembro…”   Caio Fernando Abreu

Obviamente, estou tensa. Inflamações vestibulísticas a parte (outubrite, maionite, setembrite) tenho conseguido estudar alucinadamente. Minhas coisas estão uma bagunça e faz tempo que não sei o que é ficar sem ter o que fazer, mas estou bem.

Querem ver meu calendário? Só fiz até dezembro, mas serve:

Proíbo críticas quanto ao uso do Paint, ok?

Vcs viram algum final de semana livre ali em novembro?

Não? Puxa olha de novo.

Nada?

É, eu tb não ._.

Incrível eu escrever um post sobre outubro nas últimas semanas, né? Mas minha criatividade [?] anda meio baixa, e sinceramente, não sei como vcs aguentam me ler 😦  Juro que até eu me enjoô com essa chatisse toda, rs.

Cara, eu estudei. Estudei como nem sabia que podia estudar, e quero ver frutos. Se não for uma aprovação, ao menos resultados melhores que os do ano passado… Mas eu quero mesmo é a aprovação, hahaha

E manja aquela sensação de ‘cavalo de corrida’? Todo mundo apostando em vc, torcendo por vc, e dá um medo danado de não atender as expectativas… E eu só quero mesmo que tudo dê certo em outubro, que as coisas andem direitinho e em novembro eu vejo o que faço.

Muitos dos meus amigos já desistiram de tentar me recuperar da ilha do vestibular, aquela que eu citei há alguns pos’ts. Acredite, eu acho melhor assim. Mas até tenho saído algumas vezes, então não enlouqueci ainda não 🙂

Meu aniversário tá chegando e isso não é uma cobrança por presentes e algo me preocupa: vou fazer 19 anos. Ano que vem, meus colegas de Ensino Médio (fora aqueles que estão casando e tendo filhos, SHAUSHUAHSUAHSUAHUSAHUSA ou aqueles que não resolveram nada da vida) vão para o segundo ano de faculdade… Na verdade eu nem ligo, cada curso bocó na Unimar que esse povo tá fazendo, eu hein? rs

Bom, observando o calendário, notasse que a primeira prova é

O ENEM

Quem lembra no ano passado quando eu xinguei loucamente o Enem 2009?  So… I need tell a secret!

Nunca dei a mínima bola pro ENEM. No Segundo ano, quando prestei e vi que a prova era… babaca, criei uma imagem meio pejorativa do ENEM. Aí TODAS AS UNIVERSIDADES RESOLVERAM QUE O ENEM RULEIA. Eu que fiz a prova ‘nas coxas’ me ferrei (y). E esse ano, com a paulista usando como PRIMEIRA FASE e a Ufscar usando como fase única, o cinto aperta, né?

On the other hand…

Se a prova desse ano for a mesma BALBÚRDIA do ano passado, eu não vou resistir e vou fazer mais um post exclusivo de críticas não-construtivas hehehe

Aí depois do ENEM a coisa desbunda de uma vez, com todas as provas acontecendo na sequencia e lá, na primeira semana de dezembro está o amor da minha vida:  a FAMEMA!

Eu só queria um lugar confortável dentro daquela faculdade linda na qual fiz cursinho esse ano. Podia levar uma surra em todas as outras provas. Podia até ser aprovada pras segundas fases em janeiro QUE NEM IRIA PRESTAR! Mas eu queria ir pra lá…

É com esse clima de tensão, expectativas, desespero e chocolates com café que tenho vivido. No que isso dará?

Cenas dos próximos capítulos 😀

Eu quero mesmo é dizer, caro leitor, que estou feliz por compartilhar contigo essa coisa bagunçada que é meu humor. E que comentar no blog alheio não arranca pedaço, viu? hsuahsuahusahshauhsa E pedir desculpas pelos grandes tempos de ausência…  creio que tu desconfies o motivo!

So, that’s it!

Abraço aos imortais!

Wilsoooon…?

Gostaram do meu cabelo novo? SHUASHUAHSAHSA

E aí, tudo certo? Acharam que eu tinha morrido, né? Não, não morri. Ainda.

É agosto. Trocadilhos a parte com o mes do desgosto, as coisas andam bem tensas. Tenho estudado num ritmo alucinado e tenho tido alguns chiliques. Coisas de vestibulando.

No começo do ano, e até antes das férias, os intervalos entre as aulas eram curtos e… barulhentos! Muitas risadas, gente conversando e fazendo piadas, parecia que passava voando. No intervalo de ontem constatei: estamos todos MUITO tensos. Cara, tava tudo tão quieto! E já faz alguns dias que o intervalo parece interminável, mas o tempo não variou. É meu amigo, a tensão afeta a todos os envolvidos, mais cedo ou mais tarde.

Já deixei registrada a minha indignação por vestibulares cujas datas coincindem, né? Porra, Paraná, qualé teu problema com os paulistas, hein? Porra UEL, qualé teu problema com a UFPR, hein? Tá louca, fia? hunf!

E ao que me consta, a prova da Famema esse ano vai ser uma das últimas que vou prestar, assim como o ano passado (sem contar as segundas fases, isso é outro problema).

Se eu pudesse dar uma dica pra quem vai prestar vestibular no ano que vem e ainda não está tendo que estudar, essa dica seria: Quer ler alguma coisa legal? Qualquer coisa, desde Sherlock Holmes, Lygia F. Telles, Saramago até… Crepúsculo?! Meu, então LEIA, PORQUE ANO QUE VEM NÃO VAI DAR TEMPO, VOCÊ VAI TER 2019827317317 OBRAS MALDITAS PRÉ VESTIBULAR + 28317070301 GUIAS DO ESTUDANTE PESANDO NA SUA AGENDA. Fica a dica!

Quem leu meu último post deve ter saído daqui com cara de ” o_O WTF, ela nunca postou contos, será que um alien dominou a Carol?” Não, nenhum alien me dominou, mas eu sempre morri de vontade de postar um conto pra ver no que dava. Segredo: Tenho um caderno velho com vários textos do tipo contos ou crônicas, falta é coragem pra postar; e tempo pra escrever boas leituras. A tendência da falta de tempo é piorar.

Vocês devem (ou deveriam) ter notado que minha escrita tá bem aciclica, né? Tipo, tem várias coisas que gostaria de falar, mas quando vou escrevê-las… elas somem! Tô fazendo plantão de redação pra melhorar isso, shaushauhsauhsuahsua

Aconteceu muita coisa. Meu gato morreu 😦 Nossa, chorei horrores, era muito apegada a ele (ainda tem uma foto minha com o Chechel no fundo do meu celular), tinha ele há dois anos. Quem teve gato sabe, é complicado. Mas já passou. E fui doar sangue, pela primeira vez! Meu Deus, aquilo não é uma agulha, é uma tubulação, cacete! Brincadeira pessoas, não se intimidem com a agulha de diâmetro gigante, vale a pena. Se serve de consôlo, o lanchinho deles é legal 🙂

Mais uma das novidades é meu novo vício: Grey’s Anatomy! Pra quem não conhece, é uma série que se passa num hospital com residentes da cirurgia. Quando me falaram, eu pensei: Ai, mais uma daquelas séries mimimi pra pessoas viciadas em coisas sangrentas e que não aguentam mais assistir Jogos Mortais. Não, não é bem assim, guys!

Grey’s Anatomy é sim uma série pra estômagos corajosos, mas tem mais! Tem um enredo ótimo, uma trilha sonora super e diálogos bem bolados. Vou postar um trecho dentre os favoritos:

Ep.4: -“As vezes a realidade tem um jeito de se esgueirar e nos morder o calcanhar. E quando a represa explode, só nos resta nadar. O mundo do fingimento é uma gaiola, não um casulo; só conseguimos nos enganar por um tempo. Nós nos cansamos, nós temos medo, e negar não muda a verdade.  Mais cedo ou mais tarde temos que parar de negar e encarar o medo, com nossas armas em punho. A negação não é uma poça d’água: é um oceano enorme. Então, o que que a gente faz pra não se afogar?” (Meredith Grey)

Nhaim, é lindo, não é? Ai gente, é minha terapia, a forma como eu me divirto antes de estudar aquelas coisas horrendas de matemática.

Esse post ficou estranho, mas por hora é o que temos. Foi mal gente, tenho que estudar (e fazer as unhas, meu Deus, olha só pra isso!) Beijão, rs

(quinta-feira, 26 de novembro de 2009)

Vou ali me matar e já volto… Mas posso dar um grito antes? Tá:

– Ãhrram.*pigarreando * AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!

*respiração ofegante*

Pronto.

Gente, cada absurdo que tem me acontecido. Já ouviram falar do SARESP? Como não?! Ok, se quiserem ouvir falar, podem fechar a janela do google, vou facilitar pra vocês:

Essa é uma cópia de um dos panfletos distribuídos na frente da minha escola, um dia antes do SARESP. Aí você (se tiver algum senso crítico, é claro) irá se perguntar: – Mas por que vocês protestam contra o SARESP?!

Tá, como diria meu amigo Jack (o estripador), vamos por partes:

– Não queria induzir ninguém a boicotar o SARESP comigo (logo, não fui eu quem chamou a UMES pra panfletar).

-Sim, eu faltei os três dias de prova. Isso é boicote, né? 😀

– Não protesto contra os professores, tão pouco contra a escola em si (apesar desta ter complicado minha vida nos últimos meses), mas contra um sistema de ensino fracassado e contra a tentativa barata do Governo Serra em parabenizar os alunos que “apesar dos pesares” fossem bem nessa prova.

-Era uma prova relativamente fácil pelo que soube, mas que não cobrava várias disciplinas. A que conclusão chego com isso? TRABALHADOR BRAÇAL NÃO PRECISA DE UMA ESCOLA DECENTE!

– Eu não tô fazendo um ano de cursinho alternativo para fazer uma prova para minha escola se dar bem (afinal rola um ‘bônus’ para os professores cujos alunos se destacarem) e ninguém lembrar que eu tô me lascando de estudar.
Results: Não fiz a prova, vários amigos meus foram no dia e ANULARAM o gabarito (ri horrores quando soube) e como “castigo” nossa vice-diretora cancelou nossa colação de grau =/
Ainda tem muita coisa por vir, mas relaxa que eu informo vocês 😀

Esquecendo essa baboseira toda de SARESP, com a correria meu quarto tinha ficado uma bagunça, e ontem minha vó me fez arrumar ele T.T

Saiu meio caminhão de lixo, cheguei a conclusão de que meu armário tem mais livros que roupas! Achei uma pasta gigante, cheia de papéis antigos. Fucei, separei o que não jogaria fora  e até fiz uma “anotação poética” a respeito, que deixo pra vocês curtirem:

“O que é isso? São papéis. Desenhos antigos, resumos de livros, uma antologia poética, folhas canson que achava ter jogado fora, revistas de antigos ídolos musicais, minha primeira carta com um pedido de namoro, letras de musicas que fiquei por traduzir, dois mapas da América (um só da América do Sul) feitos em papel vegetal, um conto inacabado (na verdade uma fan-fic), rascunhos, uma carta do meu último aniversário em Guarujá e umas tabelas em inglês. Nada importante, mas tudo muito precioso para ser jogado fora. Mas meu quarto tava uma bagunça, precisava arrumar aquelas coisas, e agora estou aqui, com 80% da cama dominada por papéis e escrevendo isso que, daqui há alguns anos, virará um desses papéis acumulados no armário.”

E só pra relembrar, o vestibular da Famema é no domingo agora. Sala 04, Colégio Cristo Rei… Estarei sozinha. Meus amigos todos (grandissíssima maioria) prestarão áreas humanas, dois dos três vestibulares que eu tinha que fazer eu já fiz, e vejo mais um ano (no mínimo) de cursinho pela frente.

Estou exausta, meu ano letivo se nega a acabar, e as pessoas se negam a parar de cobrar o máximo de mim. Apenas desabafar não está funcionando mais. Ignorar os fatos, definitivamente, não os altera. Cansei, vou acabar explodindo, e isso não vai ser bom.

(segunda-feira, 2 de novembro de 2009)

Os vestibulares estão absurdamente perto. É nessa época do ano que as pessoas começam a ficar estranhas, mal humoradas e com olheiras monstruosas, a sorrir pouco e fazer piadinhas de humor obscuro. Sinistro, não?
Dei uma grande sumida nesse mês de outubro. Também pudera, parece que as coisas esperam os ano inteiro para acontecerem só nessa época! Enem deu mancada, Unicamp deu banana pro Enem e os vestibulandos ameaçaram suicídio coletivo. E eu, como estudante organizadíssima que devia ser, deixei pra demarcar meu calendário a poucos dias e o que verifico?

Bem, de 5 domingos no mês de novembro eu tenho vestibular em 3. Nada mal para meu primeiro ano, não?
Bom, quem precisa de vida quando o vestibular tá aí, não é mesmo? ._.
Fiquei fez pela prova da Famema ser a última, assim já vou ter a experiência das duas anteriores (visto que, como comentei em outro post, a Famema é minha favorita, e menos concorrida).
Todos me dizem pra ser otimista, mas nem por isso preciso ser utópica. E por isso me pego pensando: – E se eu não passar esse ano? Ora bolas, eu estudei a vida toda em escolas públicas e estou fazendo (junto com o 3º do Ensino Médio) um cursinho alternativo, por mais que me esforce devo ser realista.
Mas enfim, o que farei se não passar? Vou me matar. Mas não de forma rápida, prática e pouco dolorosa. Vou me matar devagarinho, trabalhando em algum serviço escravo pra pagar um cursinho noturno.
Parece loucura, né? Trata-se da forma que encontrei de matar dois coelhos com uma machadada só: trabalho e satisfaço exigências de famíliares e agregados (aquelas pessoas que não tem nada a ver com o peixe, mas que amam opinar), e faço um cursinho reforçado, já que definitivamente, cursinhos alternativos não são a melhor opção (apesar de terem me quebrado um galho esse ano).

Meu aniversário é dia 10 deste mês (faço 18 anos) e tenho por hábito avaliar minhas mudanças nas proximidades dessa data. Esse ano dei um passo enorme rumo ao meu sonho, tanto psicologicamente quanto aos estudos. Amadureci, vi que as melhores conquistas são, por ironia, as mais difíceis, e que os dias passam ainda mais rápido quando são bem aproveitados. Aprendi que boas amizades não se perdem por falta de tempo, ou mesmo pela distância, e que aquelas pessoas que você vê todos os dias farão falta quando seus dias mudarem. Eu mudo, os dias mudam, as pessoas mudam e isso é bom.