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… são os que se referem a qualquer recuperação. Recuperar-se é um processo lento e contínuo, em específico quando o ser que se recupera não lembra da última vez em que teve certeza de que estava bem.

Ninguém é parabenizado por pôr-se de pé outra vez. Não existem pódios de chegada aos que voltam à estaca zero.

Recomeçar não é fácil, não é agradável e nem sempre é promissor. Recomeçar remete a reinterar uma tarefa que, de tão exaustiva, não foi concluída na última tentativa.

E sozinha tudo anda mais devagar.

Mas não é bom contar com outras pessoas. “Apegue-se apenas as metas, não às coisas ou às pessoas.” Talvez eu tenha dito para mim mesma.

“Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results.”
Albert Einstein

E quanto às pessoas?

Elas seguem e é melhor pra você que você siga também.

 

 

 

PS: Mas nada mais importa porque o Haddad não é mais ministro da Educação

 

E que venha o ENEM, o Sisu e outras maldições.

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Já ouvi muito não. Muito “não dessa vez, tente mais”. Muito “você não conseguirá”.

E depois de ouvir muitos, muitos “não’s”, vieram SIM’s de onde não se esperava.

Mesmo tendo ouvido muito não nessa vida, dizê-los dói.

“Mas não é medicina.”

“Porque a vida é muito curta para se fazer o que não se quer, para satisfazer as outras pessoas.”

 

Obs: Apaguei a nota no paint sim, por que? hahahahaha Brimks, é pra evitar mal-olhado (tipo meu pai olhando feio porque achou que a nota era maior)

 

And me too...

 

 

E se…

E se eu me ferrasse naquilo em que dediquei um ano de meus esforços?

E se desse tudo errado?

E se tudo ainda fosse muito pouco?

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Pensei em abandonar esse espaço virtual que cultivo há quase dois anos. Em nunca mais postar nada ou simplesmente deletar a conta e quando alguém fosse no google me procurar, não achasse. Tudo pra não dizer o que farei de meu 2011.

Como sempre, eu tenho um plano. Dos bizarros…

Em 2011, não haverá um post do primeiro dia de cursinho. Não haverá aventuras das aulas de física, nem passeios ilegais no laboratório de morfologia.

Nada disso…

O meu plano bizarro é trabalhar (dessa vez eu tô falando sério!!!) em 2011, juntar dinheiro (de preferencia, 80% do meu salário) e pagar um cursinho FUEDA em 2012.

Tudo isso porque eu fui mal em tudo que poderia ter ido mal.

E consegui um emprego.

Então talvez eu não seja mais “A menina dos livros” e nada mais faça sentido.

Ao menos por um ano…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não, não tem outro jeito.

Que seja dito

Que seja dito que não passei, nem na Famema, nem em nenhuma outra (poupo-os da listagem dos fracassos).

Que seja dito que não estou surpresa. Decepcionada sim. Triste, ainda mais. Mas não é fácil e nunca me enganaram quanto a isso.

Que seja dito que me esforcei. Talvez pudesse ter feito mais, mas nunca fiz tanto por nada. Nunca caminhei tanto…

Que seja dito que não sei ainda o que farei e como farei, mas que não desisti.

Sim, continua sendo Medicina. Ontem, hoje e amanhã.

E tenho dito.

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Saudações aos Vestibulandos de Medicina (os da comunidade do Orkut, os do cursinho, os do twitter) que me acompanharam durante o ano.

Saudações ao Rafa, amigo de crises e exercícios de química, de reflexões no ônibus ao voltar do cursinho (Industrial, kkkkk), de provas em lugares bizarros, de esperanças, projetos e demais loucuras que os sonhadores se dão ao capricho.

Saudações a você, caro leitor, que acompanhou cada uma das reflexões esdrúxulas de mais um ano.

Obviamente, tem mais zilhões de saudações que eu gostaria de colocar, mas não quero cometer o pecado de esquecer de alguém. Não se sintam esquecidos, por favor!

Por hora, é o que temos.

 

Abraço aos imortais.

Você nem vai sentir!

Você nem vai sentir!

Foi uma das mais recorrentes sensações do cursinho! Começo a chegar horas mais cedo, acordar mais cedo (7:30h, discorde e de Ctrl w), e realmente ESTUDAR. Sério cara. Para explicar minha terrível dificuldade com cadeiras, apostilas teóricas e exercícios, eis que faço um flashback. (Oh God, quanta originalidade, QUANTA ORIGINALIDADE! É, eu sei.).

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“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

Eduardo Galeano – Utopia.

Segundo o Aurélio (aquele que eu quis tacar fogo quando houve a reforma ortográfica), utopia é um “projeto irrealizável, quimera” (e com quimera, quis se indicar sonho, fantasia).

As vezes a gente ouve que um sonho nosso é utópico. Em mim essa palavra sempre gerou um desconforto, de algo que fazia total sentido pra mim e era absurdo pra outra pessoa. Ingenuidade a minha achar que nunca ninguém colocaria muros entre eu e meus objetivos. As vezes são muros imaginários. As vezes apenas metade dele é real, a outra é apenas para que você imagine o quão distante está seu sonho e desista dele.

É utopia achar que o melhor de mim é suficiente.

É utopia pensar que a natureza das pessoas é boa, e que elas sempre tem a melhor intenção nos seus atos.

É utopia querer fazer Medicina não porque é uma boa forma de ganhar dinheiro, mas porque o sofrimento alheio me incomoda de uma forma inexplicável.

Mas sem utopias, muitas coisas não evoluiriam. Sem utopia, a coisa não anda. E são elas, as utopias, que movem moinhos,  que me fazem não desistir daquele exercício de Física que parece impossível de compreender, até que eu paro. Lembro porque estou estudando. Penso no quanto já enfrentei pelo simples sonho de cursar Medicina. Penso no quanto me propus a enfrentar quando admiti para mim o que queria. Pego o livro e volto a tentar resolver aquela praga.

E se não houvesse utopia? E quando não há utopia?

De uma forma ou de outra, a utopia nos mantém em movimento. Nos faz acreditar em algo que pouquíssimas (ou mesmo nenhuma) pessoas acreditam. E as maiores descobertas do mundo não foram por acaso. Foram feitas por pessoas que foram desacreditadas pelas demais. Ninguém apostava um centavo que fosse no Darwin (alguém sabia que ele só se lascava na escola, que enquanto os “amiguinhos” estudavam, ele analisava o comportamento das formigas? not).

As vezes as pessoas não apostam na gente. O que não pode é a gente não apostar em nós mesmos. Fodam-se as outras pessoas.

Sem utopia, não há sonho. Sem sonho, acordaremos não para trabalhar ou estudar, mas para “fazer nossa parte”, e isso é coisa de gente frustrada. Quer saber? Nada me irrita mais do gente frustrada. São pessoas que não querem se dar bem: querem que VOCÊ se dê mal.

Ah, vai ser frustrado pra lá!