(domingo, 27 de setembro de 2009)

Diretamente da Terra da Bolacha pra Terra da Garoa!

E viajemos!
Vamos  Carolina, arruma a mochila, não esquece da escova de dentes, do Plasil, da carteira, da jaqueta, do caderno pra anotações, do MP3 e… Tchau família, chego na madrugada do domingo!
Fui selecionada em uma excursão pra São Paulo pelo cursinho; apenas um dia longe da Terra da Bolacha, mas nunca imaginei que aquela fumaça toda fazer-me-ia tão bem!
Sampa é deslumbrante, me lembro daquela frase do “A Cidade e as Serras” do Eça de Queirós:
– Sim, com efeito, a cidade… É talvez uma ilusão perversa!

Mas eu me deixei iludir ontem, com o brilho intenso dos outdoors à noite e as cores das avenidas de dia. A linda Pinacoteca de um lado, a Estação da Luz maravilhosa de outro e um prédio-favela ao fundo. Sim eu sei de tudo isso, mas precisava me distrair, refrescar a cabeça, e me deixei envolver com aquele lugar.

Ok, deixando as dramaturgias de lado, vamos aos detalhes!

Visitamos, nessa ordem: O Museu do Ipiranga, O Museu da Língua Portuguesa (passamos na estação da Luz) e a Pinacoteca. Foi o suficiente pra não dar tempo de visitar o Masp, hehehe.


Museu do Ipiranga: Uma arquitetura fora do comum, o lugar parece um castelo, com uma praça belíssima a frente com chafariz e o diabo a quatro e obras monstruosas por dentro. Sei que é uma versão distorcisa da verdade, mas o quadro “A Independêcia” me fez tremer diante de sua grandeza. Já o tinha cansado de ver em livros, mas é tão… impressonante visto de perto.

Museu da Língua Portuguesa: E nunca, eu disse NUNCA em toda minha vida eu desejei tanto morar em São Paulo, só pra poder ir uma vez por mês àquele lugar… Já tinha visitado uma vez, na exposição de ‘Sertões’, mas ele tava tão perfeito ontem. Tava tendo uma exposição sobre o Ano da França no Brasil, e eu sou uma apaixonada pela cultura francesa… Envolvente, me sentia sobre outra realidade. A nossa língua tem descendências dos mais diversos lugares, assim como nosso povo! Cada frase linda, cada espaço encantador! E a famosa mesa onde você monta as palavras com seus trechos e ela te mostra a descendência da palavra, seu significado e etimologia! Ficaria lá o dia inteiro e ainda brigaria pra ir embora.

Pinacoteca: Arte Contemporânea não é meu forte. Não sei como criticar, como realçar pontos positivos, não sei como admirar, sabe? Entendo que é uma ignorância da minha parte, mas ando sem tempo pra trabalhar nisso. Adoro literatura contemporânea, Saramago, Lygia Fagundes Teles (como a Menina dos Livros não gostaria de Literatura Contemporânea? Seria expulsa do meu próprio blog!), quem sabe quando souber mais não me interesso? Mas ainda assim o lugar é brilhante! Estava com uma exposição de vários artistas contemporâneos, o prédio é lindo e tinha diversas instalações interessantes. E tinha um gramado que eu e minhas amigas não resistimos! Siiiiim, nós deitamos no gramado, demos cambalhotas, rimos, cantamos, como um grupo de caipiras felizes e exaustas por uma noite sem dormir e um dia no fim!

Mas não podia terminar essa postagem sem contar a parte, er… extracurricular mais divertida da viagem: O Buzão!

Atrasado em uma hora, ele saiu de Marília às 3:00h da manhã de sexta pra sábado. Uns amigos trouxeram vinho antes e… bom, deixa pra lá! 🙂
Ninguém dormiu decentemente, tanto pelo espaço exíguo do buzão quanto pela professora de Gramática cantando algo assim (com direito a coreografia COLETIVA no meio do buzão):


(profª)A cobra tem pé?
(Resp.:) Nããão
(profª)A cobra tem mão?
(Resp.:) Nãããão
(profª)Então como ela sobe no pézinho de limão?
(Resp.:) Ela sobe, ela desce, ela tem o corpo mole
Ela sobe, ela desce, ela tem o corpo mole
(profª)Então:

(todo mundo, inclusive o diretor extressado do cursinho, batendo no teto do ônibus e pulando no corredor)

VAI LIMÃOZINHO! VAI, VAI LIMÃOZINHO!!!

VAI LIMÃOZINHO! VAI, VAI LIMÃOZINHO!!!

VAI LIMÃOZINHO! VAI, VAI LIMÃOZINHO!!!
VAI LIMÃOZINHO! VAI, VAI LIMÃOZINHO!!!♫

xD

E assim fomos e voltamos, chegamos aqui lá pras 2:00h da manhã, cheguei em casa depois das 3:00h e dormi até às 16:00h de hoje!

Moral da história: Nunca tinha me sentido tão feliz em toda minha vida, mesmo com um hematoma na perna do vai limãozinho, com um lanche de queijo no almoço e apenas um pulseirinha de dadinhos e um lápis timbrado da pinacoteca como lembranças físicas, mas com um baú até a boca de lembranças mentais!