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Negativas

Não há fome, não há cansaço, não há dor.

Os dias são curtos e as noites são longas. Estas, em claro, quase sempre.

A tensão é palpável. A competitividade, óbvia.

O comer vira abastecer e o dormir, recarregar.

Tudo bem insalubre: Seja por fora, seja por dentro.

Os risos se tornam doentios e os silêncios, perturbadores.

Uma menção, uma cobrança da mais sutil pode ser “A Borboleta do Caos”

Nos ponteiros dos relógios, apenas movimentos circulares. As horas apenas passam.

There’s no hope.

 

 

 

Um adendo:

Se você é positivista, meus parabéns. Existem outras 54 publicações nas quais você pode exprimir sua visão otimista e de bem com a vida, mas nessa não. Ora, também não quero que você seja pessimista como essa publicação ou que tenha mais pensamentos assim. Por que eu escrevi? Para tirar de mim. Vai passar.

 

 

Outro adendo:

Resta alguma dúvida de que estou falando da proximidade do ENEM  vestibular?

 

“More than this

Whatever it is

Baby, I hate days like this” [2]
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E se…

E se eu me ferrasse naquilo em que dediquei um ano de meus esforços?

E se desse tudo errado?

E se tudo ainda fosse muito pouco?

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Pensei em abandonar esse espaço virtual que cultivo há quase dois anos. Em nunca mais postar nada ou simplesmente deletar a conta e quando alguém fosse no google me procurar, não achasse. Tudo pra não dizer o que farei de meu 2011.

Como sempre, eu tenho um plano. Dos bizarros…

Em 2011, não haverá um post do primeiro dia de cursinho. Não haverá aventuras das aulas de física, nem passeios ilegais no laboratório de morfologia.

Nada disso…

O meu plano bizarro é trabalhar (dessa vez eu tô falando sério!!!) em 2011, juntar dinheiro (de preferencia, 80% do meu salário) e pagar um cursinho FUEDA em 2012.

Tudo isso porque eu fui mal em tudo que poderia ter ido mal.

E consegui um emprego.

Então talvez eu não seja mais “A menina dos livros” e nada mais faça sentido.

Ao menos por um ano…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não, não tem outro jeito.

Passando a limpo…

Algumas observações iniciais: Escrevi esse post uma semana atrás, não ia postá-lo por estar atrasado, mas eu gostei dele então vou postar atrasado mesmo 😛
Olá pessoas! Já faz um tempinho que não fico por essas bandas, espero que isso me seja recompensado no final do ano. Esse post teve que ser anotado num caderno antes, porque meu computador fez o obséquio de pifar (formatei à pouco, perdi quase todos meus arquivos :-() Acontece.. mas não foi pra isso que comecei a escrever!
Queria falar da vida, do mundo e coisa e tal, mas não que que você, caro leitor, me processe por entediá-lo. Falemos então do meu último final de semana \o/
-> Obs.: Não, não vou escrever um resumo com macetes pra estudar Física Elétrica hoje, nem amanhã, talvez em outubro… Meu final de semana foi melhor que isso.
Escrever no caderno é tenso, minha letra é horrível (eu quero Medicina mesmo, whatever, haha). Antes de falar do final de semana, falemos de minha segunda-feira (retrasada):

Segunda-feira, 17 de maio de 2010

São 7:30h da manhã e eu estou no Bloco de Odonto da Unimar esperando uma consulta no oftalmo (viu porque eu não quero fazer Med lá? O exame oftalmológico é NO BLOCO DA ODONTO!). Tá, aí meu pai desiste de esperar e 30 segundos depois dele sair me chamam:
-Carolina Gooomes!
– Eu…
– Me acompanhe, por favor.
*Imagine uma sala com, sei lá, 15 residentes da Unimar e uma professora ao lado de uma big máquina de exame oftalmológico*
A professora, segurando um palito desenhado – Avise quando comear a distorcer enquanto eu aproximo…
– Aí, embaralhou…
– Hm, como vocês podem notar, ela tem um ponto de convergência afastado, devido também à distancia entre os olhos dela na anatomia do rosto…
– ¬¬”

Aí ela fez uma caralhada de exames na big máquina e passou a receita:
-Quantos graus, Dra.?
-Bom, no olho direito são só 0,25º de hipermetropia, mas no esquerdo você tem 0,50º de astigmatismo…
Caramba, e eu sempre preferi a esquerda! Pensei comigo: “Puta viadagem, somando os dois não dá nem um grau inteiro!”. Ok.
Nesta mesma semana me zoaram por eu estar lendo jornal na biblioteca com o nariz enfiado na mesa (né, Sagatiba!) então resolvi acelerar a compra do óculos.

Sexta feira, 21 de maio de 2010

Peguei meu óculos na ótica! Me atrapalhei e ainda me atrapalho horrores pra me acostmar com ele, me surpreendi maravilhada por notar as perninhas de um inseto no vidro do ônibus e volta e meia me esqueço de colocá-los (ou de tirá-los, eram só para leitura).
O pessoal do cursinho combinou de ir ao Habbib’s após a aula e tipo… foi muito legal! Me lembrei de quando eu ia depois do CAUM beber no Kanashiro conversar com minhas amigas, há algum tmepo eu não fazia isso…
Obs.: Não comprem pizza no Habbib’s! É bizarra, juro! Peguem as bib esfihas:práticas, baratas e com quilos de cebola 😀 (ok, eu curto cebola).
Sábado, 22 de maio de 2010
Após chegar meia noite em casa e ficar acordada até a 1:30h, tive aula às 8h da manhã (Matemática Básica, diliça ♥). O despertador (meu celular) não tocou, acordei atrasada e fui tomar meu café da manhã no Café do Feirante (é perto da Famema e o capuccino de lá é ótimo *-*). Ainda cheguei a tempo 😀
Ànoite eu fui pra virada cultural:

Teve várias coisas, algumas bandas, mas o que eu curti mais foi o show do Cachorro Grande (que eu nunca tinha ouvido :O) e o Humor de Salto Alto (stand up, fiquei desconfiada quando vi no cronograma, mas foi muito bom, viu?). Voltei às 6:00h da manhã com o 1º ônibus (glamour, né?), hahaha! Azamiga fizeram uma ótima companhia, tenho que frisar, mas foi bem inédito pra mim.
Domingo, 23 de maio de 2010
O dia foi improdutivo, obviamente, mas à tarde fui pro show do Paralamas que encerrava a virada \o/
O Hebert Viana ainda toca e canta bem pra caralho se querem saber! Entre várias músicas, ele tocou uma do Raul (Sociedade Alternativa) e no meio do show eu vi um cara erguendo o óculos [?]. A Rosi me explicou que ele queria que tocasse a música “Óculos” (e eu, lerda, custei a lembrar qual era). Me animei: com muito custo peguei o óculos de dentro da bolsa e ergui pra pedir a tal música também! O Hebert, por uma fração de segundos, olhou pra mim e deu uma risada, mas não tocou em seguida *sinta minha indignação*, muito esperto, ele tocou na saideira *-* Porra, foi muito lindo!
Bem, se você teve paciência de ler tudo, preciso te agradecer 🙂 Verei se posto com uma frequencia maior aqui, mas meu tempo anda corrido (no final de semana ele voa). No mais, é o que temos para esse post.
Abraço aos imortais!
Oh ooh, porque você não olha pra mim…

E um viva à minha criatividade nula para o título do post ¬¬”

Olá. Tudo bem? Espero que sim, mas se não tiver a gente conversa 🙂

Bem, tive minha primeira semana no cursinho da Famema. Apresentações animadas, dois dias pra recepção dos newbies, risadinhas sarcásticas discretas (ou seria minha mania de perseguição em ação?) enfim, nenhuma anormalidade.

No terceiro dia começaram as AULAS de fato. É estranho estar de volta no cursinho e sentir como se tudo fosse tão novo. E era, afinal a Famema é todo um universo a parte no território mariliense (assim como a Unesp, mas TOTALMENTE distinta da mesma).

Talvez, e somente TALVEZ eu comece a realmente gostar de Física. Na verdade eu sempre achei física o máximo, mas a mesma nunca foi muito com a minha cara 😦 Mas os dois professores de Física que me foram apresentados até agora me pareceram algo como os professores de Humanas da Unesp: totalmente apaixonados por sua disciplina. Parece que não, mas pra mim isso faz uma baita diferença, ainda mais nessa matéria tão antipática.

Ano passado, por estar ainda no Ensino Médio e vagabundear na internet, principalmente no twitter eu acabei não tendo tempo pra estudar como é digno à uma Vestibulanda de Medicina. Isso não vai acontecer esse ano…

OK, EU CONFESSO, TEM UMA LISTA DE VINTE EXERCÍCIOS DE TRIGONOMETRIA ME ESPERANDO E EU NÃO FIZ NEM 20% DELA E ESTOU AQUI!

caspitta… 😦

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Tenso é:

Não querer arrumar um emprego porque tem medo de não passar em Medicina por não ter tempo de estudar. Precisar arrumar um emprego para pagar um bom cursinho, calar a boca da sua família e tentar passar em Medicina. Não conseguir arrumar a porra do emprego e ficar com o cu na mão porque não vai conseguir pagar o cursinho, além de ter que ouvir a sua família até a morte.

Sim, meus queridos, isso é tenso.

PS.: Ninguém aí tem problema com palavrões não, né?

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

Eduardo Galeano – Utopia.

Segundo o Aurélio (aquele que eu quis tacar fogo quando houve a reforma ortográfica), utopia é um “projeto irrealizável, quimera” (e com quimera, quis se indicar sonho, fantasia).

As vezes a gente ouve que um sonho nosso é utópico. Em mim essa palavra sempre gerou um desconforto, de algo que fazia total sentido pra mim e era absurdo pra outra pessoa. Ingenuidade a minha achar que nunca ninguém colocaria muros entre eu e meus objetivos. As vezes são muros imaginários. As vezes apenas metade dele é real, a outra é apenas para que você imagine o quão distante está seu sonho e desista dele.

É utopia achar que o melhor de mim é suficiente.

É utopia pensar que a natureza das pessoas é boa, e que elas sempre tem a melhor intenção nos seus atos.

É utopia querer fazer Medicina não porque é uma boa forma de ganhar dinheiro, mas porque o sofrimento alheio me incomoda de uma forma inexplicável.

Mas sem utopias, muitas coisas não evoluiriam. Sem utopia, a coisa não anda. E são elas, as utopias, que movem moinhos,  que me fazem não desistir daquele exercício de Física que parece impossível de compreender, até que eu paro. Lembro porque estou estudando. Penso no quanto já enfrentei pelo simples sonho de cursar Medicina. Penso no quanto me propus a enfrentar quando admiti para mim o que queria. Pego o livro e volto a tentar resolver aquela praga.

E se não houvesse utopia? E quando não há utopia?

De uma forma ou de outra, a utopia nos mantém em movimento. Nos faz acreditar em algo que pouquíssimas (ou mesmo nenhuma) pessoas acreditam. E as maiores descobertas do mundo não foram por acaso. Foram feitas por pessoas que foram desacreditadas pelas demais. Ninguém apostava um centavo que fosse no Darwin (alguém sabia que ele só se lascava na escola, que enquanto os “amiguinhos” estudavam, ele analisava o comportamento das formigas? not).

As vezes as pessoas não apostam na gente. O que não pode é a gente não apostar em nós mesmos. Fodam-se as outras pessoas.

Sem utopia, não há sonho. Sem sonho, acordaremos não para trabalhar ou estudar, mas para “fazer nossa parte”, e isso é coisa de gente frustrada. Quer saber? Nada me irrita mais do gente frustrada. São pessoas que não querem se dar bem: querem que VOCÊ se dê mal.

Ah, vai ser frustrado pra lá!